segunda-feira, 4 de maio de 2009
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Da série "Biscoito da Sorte" (002)
quarta-feira, 29 de abril de 2009
A Crise: para leigos.
Começemos com a famigerada CRISE, que encabeça a parada como o assunto mais falado do ano. Mas afinal, como diabos começou a crise? Como também não tenho a mínima pretensão de tornar esse texto chato e pedante além do necessário (mas sim de fazer você entender a crise), abordarei o assunto na linguagem de leigos como eu (quem quiser uma explicação mais pomposa e científica, basta acessar o Google).
Sendo rápido e rasteiro, essa coisa toda começou no mercado imobiliário americano, que vinha instigando o pessoal a ter sua casa própria ao American Way (ou seja, de qualquer jeito) e empreendia facilidades de pagamento à longo prazo e sem nenhuma garantia (reza a lenda que o fulano não precisava sequer comprovar renda para adquirir um imóvel). Para pegar logo a grana das vendas (sem ter de esperar os compradores pagarem as parcelas), as financeiras que avalizavam estes negócios abriram títulos no mercado, baseados na promessa de pagamento das parcelas da casa própria. Graças as altas taxas de juros (que indicavam ser este um negócio bem rentável), estes títulos foram comprados por corretoras de investimentos, que repassavam esses mesmos títulos para investidores no mundo todo, na forma de propostas de investimento (entenda, estamos falando de negociações muito altas aqui, um mercado de centenas de bilhões de dólares).
Esta prática dos negócios na base de títulos estava (suposta e ilusoriamente) indo muito bem até que o Governo Americano, num retorno de crescimento econômico, resolveu elevar ainda mais as taxas de juros, fazendo o primeiro americano médio (algum mecânico de automóveis qualquer do Alabama que tinha adquirido sua casinha de dois pisos) parar de pagar suas parcelas. Quatro, doze, centenas, milhares e, finalmente, milhões de pessoas pararam de pagar as exorbitantes parcelas da casa própria americana. Se lembrarem do que foi dito até aqui, toda a movimentação e investimentos financeiros eram embasados em títulos, e esses títulos eram embasados no quê mesmo? Nos pagamentos das parcelas. Esta bola de neve quebrou financeiras, depois corretoras, depois investidores, e toda essa patota resolveu pedir ajuda aos bancos, que afundaram junto (e os bancos, não se enganem, é uma das últimas linhas de defesa da economia capitalista, afinal, se eles não têm grana, quem terá então?).
Mas por que algo que começou nos Estados Unidos nos atinge? Porque, com a globalização (e a interdependência das economias, onde um país vale o que compra/vende do/para o outro), a economia se quebra num efeito dominó e atinge todo mundo, alguns países mais (como o Japão, por exemplo), outros menos (como o Brasil), mas todos levam nas costas.
Como isso pode nos prejudicar? De todas as formas imaginadas (com exceção da sexual, a não ser que seu estímulo venha de negociações na bolsa). Basta dizer que a maior parte dessas empresas que fizeram os investimentos dos tais títulos são as mesmas que nos fornecem energia, alimentação, combustível, lazer, saúde, e todas as outras coisas que nosso dinheiro compra (direta, ou indiretamente). Quando não é dessa forma, é na forma da bolsa de valores e do mercado de câmbio, que determina o valor de nossas moedas e, consequentemente, os preços de tudo que consumimos. Como as empresas onde trabalhamos também compram coisas cujos valores são determinados da mesma forma, quando a crise se instala, elas cortam gastos da pior forma possível: cortando pessoal.
Curiosamente, os bancos, financeiras e todas essas entidades prejudicadas estão pedindo auxílio dos Governos para resolver a crise (e, por tabela, suas próprias traquinagens), invocando um dos principais conceitos da economia socialista: a intervenção estatal. Tenho certeza absoluta que muita gente da antiga esquerda achou que não viveria para ver o capitalismo fazendo isso.
Resumindo, a analogia que todo mundo está fazendo com aquele jogo dos anos 50 é real: estamos na crise porque os Estados Unidos estavam brincando de Banco Imobiliário, com títulos no lugar do dinheiro de mentirinha, mas com estragos bem reais.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Updates...de hoje.
Hoje foi um dia atípico: pra começar de bem com a vida, nada melhor que uma prova de Administração de Serviços com mais de 6 ppts pra estudar (com uma média de 20 slides por Power Point). É claro que era moleza e é claro que não respondi a última questão (mantendo meu status de "aluno objetivo", que só escreve se for pra responder, nunca pra encher linguiça).Na busca de ingredientes para um fricassé, uma idéia: e se eu substituir algumas coisas da receita e criar algo diferente? Anota aí: 27 de abril de 2009, dia do nascimento do Fricassé Verde. Mais uma alternativa de cores para minha paleta culinária (a primeira foi a Costela Negra) e, desta vez, usando salsas, creme de ervilha e as milagrosas alcaparras, indicadas para peixes e para aves, mas nunca para...
Suínos. Como pode um animalzinho tão rosado e tão porco estar matando dezenas de mexicanos e deixando todo o planeta em alerta máximo? Além do nascimento de um novo manjar, este dia marca a entrada da Gripe Suína na Europa, mais precisamente na Espanha. Como a mulher que eu amo está fazendo Doutorado em Barcelona, é óbvio que o paranóico aqui ligou pra saber se as pessoas já não estavam caindo pelas ruas por lá. Sabe como é, a Gripe Aviária dizimou uma penca de orientais lá por 2004 e eu não estava nem aí, mas é só alguém importante pra gente estar supostamente na linha de frente pra logo apertarmos o fiofó. Resumo da ópera: ao que tudo indica, este caso e outros suspeitos pela Europa já estão isolados. Aguardemos notícias...
O áudio da programação de TV que monitoro resolveu cair de vez. Fora a fase dos telefonemas de reclamações e tentativas de conserto (ineficazes), o silêncio impera aqui. Neste momento, está no ar o programa Democracia, e tem cinco pessoas debatendo naquela mesa. Todas mudas.
Por último, e menos importante, hoje me tornei o mais novo corpinho do Twitter. Já que até o Obama tem um, porque eu iria ficar de fora, certo? O pior é que o Twitter é notoriamente imbecil (conforme prega, acertadamente, o vídeo abaixo), então porque diabos acabei aderindo?
Talvez seja porque, mesmo não tendo utilidade alguma, este treco virou hit no mundo virtual; mais ou menos como outra ferramenta da internet que chegou chegando e acabou fazendo parte da vida de (quase) todo mundo que conheço, há uns 4 anos atrás.
Quem gritou Orkut aí, que venha pegar seu brinde.
Quem gritou Orkut aí, que venha pegar seu brinde.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Como se converter ao judaísmo em 15 segundos...
- Pegue o bisturi.
- Circuncise-se.
- Grite.
Parabéns: agora você é um judeu.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Na telinha.
Com exceção da fatídica noite do Oscar que ninguém viu na Globo, faz meses, muitos meses mesmo, que não paro na frente da TV pra ver qualquer coisa (minha rotina extremamente corrida não comporta tempo para zipar num controle remoto). Então hoje, pouco depois do meio-dia, resolvi ligar a TV enquanto cozinhava.Clic. Aquele barulhinho de coisa viva, quando a tela de 14-polegadas-meio-convexa-absurdamente-ultrapassada brilha, primeiro num pontinho branco, depois numa imagem de resolução mais ou menos (mais pra menos do que pra mais).
- Promotor, qual o destino das crianças que foram resgatadas dos maus tratos dos pais em Pelotas? - Dizia Cristina Ranzolin, olhando a imagem ao vivo do promotor público de Pelotas, em uma tela de plasma de umas 60 polegadas muito melhor que a da cozinha da minha casa, ou a do meu quarto, ou a de qualquer cômodo...
Mudo de canal. Propaganda da Net. Me lembro que a internet aqui em casa (Virtua, é claro) tá uma bosta e me revolto.
Clic. Paulo Sant'Ana, o Matusalem da TV gaúcha, pondera sobre o fato do salário mínimo americano ser 10 vezes maior que o nosso, e que, mesmo assim, pagamos 40% a mais pelo combustível nos postos de gasolina. Pelo menos ele (o Sant'Ana, porra) é gremista, mas o jornalista não falou nada sobre o Grêmio (provavelmente porque estamos sem jogos nesta semana, e sem técnico, e sem time...).
Mudo de canal...de novo. Propaganda do Inter. 100 anos de idade, campeão de tudo, blábláblá. Ah, que saudade dos anos 90...
Outro Clic. Lasier Martins dá uma ótima notícia: Deputados Federias entraram com Projeto de Lei (ou Lei Complementar, ou pedido-de-não-sei-o-quê-mas-se-colar-colou) para aumentar os próprios salários em mais de 8 mil pilas. Vale salientar que existem 513 vampir...cof, cof...Deputados Federias em Brasília: cada um custando em torno de 103 mil merréis mensais, entre salário (13 mil), verbas de gabinete (51 mil), verbas indenizatórias (15 mil), um apê na capital, entre outros mimos (como 4,2 mil para despesas com telefone e cotas de passagens aéreas que variam de 6 à 16 mil) pagos por idiotas como você e eu. Se quiser fazer um exercício, clica ali no botão "Iniciar", depois clica em "Programas", e depois em "Acessórios" e "Calculadora". Multiplica os 103.000 por 513 e baba: R$52.839.000,00 em gastos com Deputados Federais por mês (chutando por baixo). Multiplicando por 12, teremos R$634.068.000,00 desperdiçados por ano (repito, chutando por baixo). Como esses bichos têm as funções de debater projetos propostos pela União, criar e alterar leis, e fiscalizar os atos do Executivo, podemos dizer que é o serviço de consultoria mais caro do mundo. Depois dessa, só me restou esperar mais um pouco pra ver se ele (o Lasier, porra) tomava algum choque, mas isso não aconteceu.
Desliguei a TV. A comida ficou sem sal.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Keep your lovin 'brother happy'...
Está aberta a sessão "Eu queria ter feito isso", onde apresento um pouco da inveja que certas idéias e feitos dos outros me causam. Está certo: inveja é uma coisa feia, birirí e bororó, mas observando essas pérolas, me sinto inspirado e compelido a sempre melhorar, afinal, esse pessoal é a prova de que a perfeição é possível.
Bem, e pra começar, segue a sequência final de um filme que comentei na semana passada (que você pode ler aqui) que é simplesmente PERFEITA. Enquadramentos, locações, arte, e os atores, com olhos que poderiam congelar o inferno em um duelo que entrou para a história cinematográfica. Na cena, Harmônica (Charles Bronson) finalmente tem sua chance de enfrentar Frank (Henry Fonda), um perigoso bandido, dono de uma velocidade extrema no gatilho. A trilha sonora impecável de Ennio Morricone pontua a cena enquanto os dois pistoleiros se estudam. O famoso close-up nos olhos se faz presente e então é aí, só aí, depois de 150 minutos de filme, que descobrimos o porquê de Harmônica querer tanto a cabeça de Frank, ao ponto de protegê-lo de emboscadas durante o filme apenas para ter a vingança para si. O flashback que remonta esta causa é de arrepiar. Eu choro copiosamente toda vez que assisto isso.
Como é a sequência final, nem preciso dizer que a cena é um "spoiler" para quem ainda não assistiu Era Uma Vez no Oeste, mas como tudo no filme converge para esta situação, nem se pode dizer que estou "entregando o ouro" ao mostrar este desfecho. Enjoy.
Bem, e pra começar, segue a sequência final de um filme que comentei na semana passada (que você pode ler aqui) que é simplesmente PERFEITA. Enquadramentos, locações, arte, e os atores, com olhos que poderiam congelar o inferno em um duelo que entrou para a história cinematográfica. Na cena, Harmônica (Charles Bronson) finalmente tem sua chance de enfrentar Frank (Henry Fonda), um perigoso bandido, dono de uma velocidade extrema no gatilho. A trilha sonora impecável de Ennio Morricone pontua a cena enquanto os dois pistoleiros se estudam. O famoso close-up nos olhos se faz presente e então é aí, só aí, depois de 150 minutos de filme, que descobrimos o porquê de Harmônica querer tanto a cabeça de Frank, ao ponto de protegê-lo de emboscadas durante o filme apenas para ter a vingança para si. O flashback que remonta esta causa é de arrepiar. Eu choro copiosamente toda vez que assisto isso.
Como é a sequência final, nem preciso dizer que a cena é um "spoiler" para quem ainda não assistiu Era Uma Vez no Oeste, mas como tudo no filme converge para esta situação, nem se pode dizer que estou "entregando o ouro" ao mostrar este desfecho. Enjoy.
sábado, 18 de abril de 2009
Dia do Livro.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
"O Cara" em South Park.
Tava demorando: nosso querido, amado e idolatrado Presidente Lula fez uma participação especial no último episódio de South Park, intitulado Pinewood Derby, exibido ontem nos EUA. Mostrando sua barba profética ao lado de gente como a Chanceler Alemã Angela Merkel e o Presidente Francês Nicolas Sarkozy (entre outros líderes mundiais), o Presidente Lula não disse palavra (talvez os produtores do desenho tenham tido dificuldades em encontrar algum dublador de ESPANHOL, com a língua presa). O plot do episódio era uma invasão alienígena na qual os heróis mirins da pequena cidade do Colorado pedem ajuda aos Chefes-de-Estado.Como ainda não assisti ao desenho, me pergunto: será que ele estará de COCAR? Ou irão cercear esta característica tão importante da nossa cultura (retratada à exaustão na TV e no cinema pelo americanos)?
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