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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Old But Gold: Shakira Featuring Danzig.

Depois de quase 3 meses inativo, o S666P retorna para complementar o belíssimo post que o Sapão dedicou à colombiana tudibão Shakira (para ler o post, favor clicar aqui), trazendo a totalmente excelente parceria da cantora com a lenda do metal Danzig.

Com vocês, Hips Don't Lie.




Como diria o Tio Silvio: Bem bolado, bem bolado!


Feliz Natal, ho-ho-ho!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Da Mãe Índia, com Amor 3.


Quando você pensa que já viu de tudo no cinema, eis que surge o blockbuster indiano Magadheera, e lhe bate na cara com esta a-l-u-c-i-n-a-n-t-e cena final. Preciso avisar que tem Spoiler?


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Por Crom!

Após assistir ao hilário musical do Rambo 2 no Blog do Sapão e o mesmo mencionar sobre a existência de um similar com o Conan, fui atrás... e me deparei com uma das coisas mais geniais que já assisti no YouTube.

Sem mais delongas, com vocês "Crom!" - performed by "Arnold Schwarzenegger".



"...and hear the lamentations of their womeeeeeeeen!"
=P

sexta-feira, 26 de março de 2010

Alfabeto Nerd.

Você, jovem pai nerd, que ainda não sabe como vai ensinar o alfabeto para seu filhote (Ultra do MDM, cof, cof...), ou que ainda não sabe ler - fique tranquilo - pois SEUS PROBLEMAS ACABARAM!

O ilustrador Neil Cameron criou este excelente ALFABETO NERD, que vai (doutrinar seu filho no sagrado caminho nerd, cof, cof) transformar este desafio do aprendizado em uma divertida brincadeira. Confira abaixo:



























Para conhecer um pouco mais do trabalho de Cameron (o ilustrador, não o rei do mundo), basta clicar aqui.

terça-feira, 9 de março de 2010

Lost x Baywatch.

Acabo de ver este vídeo no Twitter do Ligado em Série e não resisti: tive de chupinhar.

Para quem é fã de Lost e/ou órfão de Baywatch:



Em uma palavra? IM-PA-GÁ-VEL!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Em terra de Artigas - Parte 2.

El Entrevero

Seguindo os relatos das minhas aventuras em Montevideo, vamos falar um pouquinho sobre quem nos trata muito bem quando nós, estrangeiros, estamos por lá: o povo uruguaio.

Como a capital uruguaia vive cada centímetro de suas ruas direcionada para o turismo, nada mais natural que seus habitantes sejam receptivos, amáveis, educados (inclusive, não há UM único uruguaio que não entenda português) e atenciosos. Algumas curiosidades acerca desse pessoal tão bacana vale a pena mencionar, a começar pela forma de se vestirem: nada aberrante e nem fora do normal, com um certo ponto para os homens que, segundo uma amiga minha, conseguem ser mais elegantes por lá. O interessante em suas roupas é que, faça chuva ou faça sol, eles estão sempre munidos de uma camiseta ou camisa, um blusão de lã e um casaco quente. Se fizer 5º ou 35º, eles estarão vestidos desta forma.

Outra indumentária indefectível é o amado mate a tira-colo. Se alguém ainda pensa que o Rio Grande do Sul é a sede mundial do mate, é porque não conhece Montevideo. Lá o chimarrão é tão difundido que há placas do tipo "Proibido Beber Mate" nos locais onde é proibida a entrada de alimentos (como museus, por exemplo).

Mercado Del Puerto

Como prometido, vou abordar uma das grandes motivações para o pessoal (principalmente daqui do sul) ir ao Uruguai: o preço das coisas. Ao contrário do que muita gente acredita (inclusive eu, antes desta viagem), Montevideo não é um lugar barateiro como os freeshops de Rivera o fazem parecer. Alguns artigos até beiram aos valores do Brasil, mas muitas coisas importantes (comida, por exemplo) podem sair bem caras. Tanto que dá pra tentar imaginar como o povo de lá consegue sobreviver com o que eles ganham de salário mínimo (em torno de 3500 pesos). Não que aqui no Brasil seja diferente (um salário mínimo aqui continua sendo um ultraje), mas a comida em Montevideo é exponencialmente mais cara. Para se ter uma noção, paga-se 35 pesos por um cafezinho (por sinal, o café lá é péssimo) e quase 500 pesos por um prato de arroz com entrecot no Mercado Del Puerto. No Supermercado Tata, a situação não é muito diferente: 45 por um refri 2 litros (que aqui saí por 2 real) e esfaqueamento quando o assunto é carne.

Nhoc!

O grande truque dos mochileiros nesta cidade é se abastecer com lanches que, em geral, saem pelo mesmo valor daqui. Uma hamburguesa (espécie de hamburguer com quase tudo dentro) sai a 50 pesos. Não encontrei bons panchos, mas há inúmeros trailers de rua que vendem 2 por 180 pesos. E já que estamos falando de gastronomia, se um dia fores à Montevideo, não deixe de provar um sorvete artesanal nas barraquinhas da La Cigale, a míseros 37 pesos. O de ferrero rocher é, de longe, o melhor sorvete que já tomei na vida.

E se as pessoas da cidade são peculiares, o que dizer dos pombos? Desde que minha namorada e eu chegamos em Montevideo, percebemos que as aves de lá são o que chamaríamos de "tratadas a Toddy". Só no terceiro dia que descobrimos como os uruguaios alimentam seus bichinhos alados.

ATENÇÃO, SE VOCÊ LEITOR(A) FOR MENOR DE IDADE, CARDÍACO (A), GRAVÍDA OU EMO, SUGIRO FORTEMENTE QUE PARE DE LER AQUI, POIS A FOTO A SEGUIR PODE CHOCAR OS MAIS SENSÍVEIS:

Ah, não percebeu do que se trata? Vamos aproximar um pouco mais...

Ainda não sabe o que é? Chega mais perto...

Como diria meu amigo Sapão...CARAAAAAAIII, MEU, OS BICHO COME CARNE! NINGUÉM ME CONTOU, EU FOTOGRAFEI!

Não é a toa que tiveram de mandar robos gigantes para destruir Montevideo...




A seguir: a noite e a máfia.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A Trilha do Assassino.

Faz uns dias que tenho reprisado, no meu parco tempo livre, algumas relíquias que havia visto quando era apenas um guri de Corujão, em uma época na qual eu ainda não tinha o apurado gosto para a análise cinematográfica, mas já via algo de muito especial nos clássicos da madruga.

Dessas pérolas que marcaram a minha infância (lá pelos meus 12 anos, quando não tínhamos de encarar bombas como o Inter-Cine) destacavam-se nas madrugadas os filmes do Lobo Solitário (Kozure Okami em japonês, ou Lone Wolf & Cub em inglês), expoentes brilhantes do cinema japonês, baseados na obra-prima do mangaka (criador de mangás) Kazuo Koike.

Álbum de família: Lobo Solitário e Filhote.

Estes filmes, datados dos primeiros anos da década de 70, combinavam a engenhosa história dos gekigás (dos quais virei fã graças aos filmes) com o estilo belo e visceral do diretor Kenji Misumi (diretor de 4 dos 6 filmes), que usava e abusava de belas paisagens e violência extrema, aliados à coreografias e duelos marcantes.

A história gira em torno de Itto Ogami – um membro do alto escalão do Shogunato – e Daigoro, seu filho único de 3 anos, ambos jogados à marginalidade após Itto ter sido acusado injustamente de tramar contra o Shogun, em um ardil arquitetado por um clã rival que almejava o posto ocupado pelo samurai. Com a esposa assassinada e o nome do clã Ogami jogado na lama, Itto e seu filho são obrigados a perambular errantes pelo Japão.

Até aí, seria a velha história do homem inocente que se vê vítima de um complô, vista em tantos outros filmes. Porém, estamos falando do Japão Feudal em pleno declínio, e de um homem que passa longe de ser comum, ou mesmo de ser uma pacata “vítima”: Itto Ogami era o Kaishakunin (o executor oficial do Shogun, único autorizado pelo próprio a executar os senhores feudais que saíam da linha), e como tal, é um especialista na arte da espada, da luta e da estratégia. Como matar é a única coisa que sabe fazer, Ogami decide vender seus serviços através de assassinatos encomendados. Surge a lenda do Lobo Solitário e Filhote.

Com a competência de roteiro do próprio Koike, a saga de Itto é apresentada exatamente como nas HQs. Com tendências claras ao faroeste (fazendo o caminho inverso do conterrâneo Akira Kurosawa, que foi plagiado por John Sturges em Sete Homens e um Destino), os diretores não poupam o espectador de nada, uma vez que a engenhosidade com a qual o Lobo Solitário executa suas mortes, e a violência com a qual se defende dos oponentes são assinaladas com cenas fortíssimas de mutilações, desmembramentos, decapitações e sangue jorrando pra todo lado, em um espetáculo de horror que poderia muito bem ser confundido com o gore e o trash, SE fosse algo desnecessário, ou mesmo mal feito. A verdade é que não há melhor forma de ilustrar a selvageria dos personagens e das situações apresentadas, senão pintando a tela de vermelho (podemos ver uma homenagem contemporânea ao estilo em Kill Bill - Vol. 1, na cena em que A Noiva enfrenta os 88 Malucos).

Ketchup!

Há de se perceber que, embora a trama, a direção, as coreografias e a p
rodução de época fossem muito competentes, são justamente os protagonistas quem fazem de Lone Wolf & Cub espécimes tão especiais. Como um samurai decadente (mais precisamente um ronin), Itto Ogami abraça a trilha do assassino com severidade e um código de honra bizarro: se em um momento aparece para salvar o dia e a vida de alguém, no outro não se importa em observar uma mãe e sua filha sendo mortas por mercenários, mesmo podendo fazer algo para impedir. Para aceitar um trabalho, as únicas exigências do Lobo Solitário são 500 Ryos e uma história: o contratador precisa contar na íntegra o motivo pelo qual precisa matar o alvo, não importando se esta vítima for um líder de Clã, a reencarnação do Buda, ou mesmo uma família inteira.

Itto Ogami: se ele te olhar assim, comece a rezar...

Uma vez contratado, Ogami não mede esforços para concluir seu objetivo (não importando o quão difícil possa ser), demonstrando uma motivação titânica que é superada apenas por seu instinto de sobrevivência (mesmo sendo um espadachim inigualável, Itto n
ão titubeia em usar seu filho como escudo apenas para contar com a piedade de seu rival e usar desta fraqueza para definir a luta), e sua inteligência para sair de situações impossíveis (como lutar com o filho pendurado nas costas contra um samurai que tem o sol se pondo atrás de si). Por sua vez, Daigoro (muito bem representado pelo piá Akihiro Tomikawa, o qual hoje deve ser um quarentão) mostra-se um menino calado, de bom coração e absolutamente sem medo, que poderia passar despercebido pela trama, se não fosse pela sua gradual constituição em um futuro grande guerreiro, pelo seu carrinho de bebê (acreditem, eu teria de escrever um texto inteiro só pra falar desse engenhoso...meio de transporte) e por sua principal função, que é a de fazer o contraponto com o pai, mantendo Itto dentro de uma realidade mais humana, onde o Lobo Solitário não age sozinho: por mais que o assassino seja capaz de deixar seu filho ser açoitado para mostrar um ponto de vista, precisa zelar pelo Filhote.

Filhote do Lobo: o pequeno Daigoro.

Paradoxalmente, embora coloque a vida de Daigoro em risco eventualmente, sua preocupação e amor pelo filho são algo quase tangíveis, graças a atuação espetacular de Tomisaburo Wakayama, que mesmo sendo muito diferente fisicamente de sua versão no gekigá, simplesmente se transforma no Lobo Solitário, de tal forma que é impossível imaginar outro ator no papel depois de ver esses filmes (digo isto pela fato do personagem ter ganhado dois seriados anos mais tarde, mas sem contar com Wakayama no papel-título), ou mesmo não simpatizar com Itto Ogami, mesmo que ele cometa algumas atrocidades no decorrer das projeções.

Versão do gekigá: desenho de Goseki Kojima.

O terceiro personagem marcante é o próprio Japão. Lembro que – mesmo quando era moleque – já me fascinava o modo como o Japão Feudal, palco de uma cultura milenar cuja base era a honra e o respeito de castas, era retratado com malícia e desalento, um país decadente, onde os poderes concedidos aos clãs e aos órgãos públicos daquela época já eram notadamente deturpados; onde a honra era tão figurativa e extinta quanto os poucos samurais que perambulavam no final daquela era: Daimyos se negavam a comet
er o Sepukku (ritual de suicídio para recuperação da honra), alguns samurais usavam armas de fogo (deixando a tradição da lâmina de lado por influência ocidental), roubos, estupros e outras atrocidades aconteciam pelas estradas, articulações políticas eram feitas por debaixo dos panos (isso não mudou tanto assim com o passar do tempo, né?) e a vida de alguém valia apenas o som de uma espada cortando ar e carne.

Bem-vindo ao mundo do Lobo Solitário.


***

Dica de filme:

1 - Lone Wolf and Cub: Sword of Vengeance
Diretor: Kenji Misumi
Elenco: Tomisaburo Wakayama (Itto Ogami), Akihiro Tomikawa (Daigoro), Tokio Oki (Retsudo Yagyü)
Duração: 83 minutos
Gênero: Ação
Ano: 1972

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2 - Lone Wolf and Cub: Baby Cart at the River Styx
Diretor: Kenji Misumi
Elenco: Tomisaburo Wakayama (Itto Ogami), Akihiro Tomikawa (Daigoro), Kayo Matsuo (Sayaka Yagyü)
Duração: 81 minutos
Gênero: Ação
Ano: 1972

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3 - Lone Wolf and Cub: Baby Cart to Hades
Diretor: Kenji Misumi
Elenco: Tomisaburo Wakayama (Itto Ogami), Akihiro Tomikawa (Daigoro), Go Kato (Kanbei)
Duração: 89 minutos
Gênero: Ação
Ano: 1972

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4 - Lone Wolf and Cub: Baby Cart in Peril
Diretor: Buichi Saito
Elenco: Tomisaburo Wakayama (Itto Ogami), Akihiro Tomikawa (Daigoro), Tatsuo Endo (Retsudo Yagyü)
Duração: 81 minutos
Gênero: Ação
Ano: 1972

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5 - Lone Wolf and Cub: Baby Cart in the Land of Demons
Diretor: Kenji Misumi
Elenco: Tomisaburo Wakayama (Itto Ogami), Akihiro Tomikawa (Daigoro), Minoru Ohki (Retsudo Yagyü)
Duração: 89 minutos
Gênero: Ação
Ano: 1973

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6 - Lone Wolf and Cub: White Heaven in Hell
Diretor: Yoshiyuki Kuroda
Elenco: Tomisaburo Wakayama (Itto Ogami), Akihiro Tomikawa (Daigoro), TMinoru Ohki (Retsudo Yagyü)
Duração: 83 minutos
Gênero: Ação
Ano: 1974

Desaconselhável para pessoas de estômago fraco e gosto limitado.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Campanha Encantada.

Já faz um tempinho que me encantei com uma série de quatro campanhas de TV, encomendadas pelo Governo Federal, nas quais personagens de contos de fadas dão dicas de cuidados que devemos ter com crianças em relação ao trânsito.



Em volta de uma grande mesa, figuras como Chapeuzinho Vermelho, os Três Porquinhos, a Fada Madrinha e o Espelho Mágico (entre muitas outras criaturas e personagens famosos) discutem maneiras de proteger as crianças dos acidentes de trânsito, cujos números de ocorrência chegaram na casa dos 20 mil, apenas no ano de 2006.



Idéias como "construir casas sobre rodas" ou "levar todas as crianças para a floresta, onde não tem ruas" são colocadas na pauta, debatidas em clima de reunião. Além de diálogos belos e engraçados, os vídeos possuem ótima direção e produção de primeira: os atores e atrizes são muito bem caracterizados em seus papéis fantásticos, com escolha de casting feita à dedo.



A campanha Ajude a Salvar Nossas Crianças - Cuide Delas no Trânsito foi um investimento de R$12, 6 milhões dos fundos do Denatran (entre distribuição em emissoras, rádios, outdoors, buldoors, folderes e cartazes) que denota a intenção de prevenção adotada pelo Governo Federal. Na minha opinião, uma grana bem aplicada.



Você pode conferir os vídeos nestes links do YouTube distribuídos ao longo do texto, ou pode baixá-los no próprio site do Ministério das Cidades, clicando aqui.