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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Assista OS BATEDORES aqui!

Depois de toda a correria que os leitores mais antigos acompanharam aqui no S666P, o curta-metragem Os Batedores (do qual sou roteirista e produtor) finalmente está disponível on line, em HD, no Vímeo.

Para conferir a história de Raul, um habilidoso batedor de carteiras que terá de suar a camisa para pagar uma grande dívida para um chefão do crime até o final do dia, basta conferir abaixo. Enjoy!


Os Batedores from Lumiere on Vimeo.



quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Da Mãe Índia, com Amor 3.


Quando você pensa que já viu de tudo no cinema, eis que surge o blockbuster indiano Magadheera, e lhe bate na cara com esta a-l-u-c-i-n-a-n-t-e cena final. Preciso avisar que tem Spoiler?


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Isso sim é Body Count...

PAREM AS MÁQUINAS!

Esqueçam as listinhas de matança da franquia Rambo ou os Contadores de Homicídios de Pernambuco.

Segue abaixo, com honras, um estudo de
incontestável relevância e enbasamento e que realmente pode servir de parâmetros para as futuras gerações:

EIS OS BODY COUNTS DO ELENCO DE "OS MERCENÁRIOS"
EM TODOS OS SEUS FILMES.

Clique na imagem pra ficar maior, cabeção!

Só tenho uma coisa a dizer sobre isso: Lundgren é DEUS!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Esse é cabra homi!

Enquanto a galera xinga muito o Stallas no Twitter, rola pela net uma tabelinha comparativa entre os quatro filmes da franquia Rambo, onde podemos averiguar em números o quanto o veterano de guerra deixou de ser o acossado de Rambo - Programado para Matar para se tornar a máquina de triturar de Rambo IV (de onde tirei a foto acima). Ó a tabela.


Cortesia do Twitter do Jô.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Por Crom!

Após assistir ao hilário musical do Rambo 2 no Blog do Sapão e o mesmo mencionar sobre a existência de um similar com o Conan, fui atrás... e me deparei com uma das coisas mais geniais que já assisti no YouTube.

Sem mais delongas, com vocês "Crom!" - performed by "Arnold Schwarzenegger".



"...and hear the lamentations of their womeeeeeeeen!"
=P

quarta-feira, 9 de junho de 2010

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Para atores e atrizes de Porto Alegre e região...

A produtora independente Arquivo Morto está recrutando atores e atrizes de Porto Alegre e região para seu mais novo curta-metragem de suspense/terror, a ser filmado nos fins de semana de julho/2010. Com maior parte do elenco e equipe já definidos, estaremos fazendo teste de elenco no início de maio para os seguintes papéis:

CARLOS - Homem entre 25 e 30 anos. Boa pinta, perfil atlético. Deve saber dirigir.
JOSUÉ - Homem entre 22 e 28 anos. Rosto jovial e porte mais franzino. Deve saber dirigir.
BELA - Mulher entre 22 e 30. Atraente. Magra.

O teste de elenco será no dia 01/05 (próximo sábado), às 10hs, em Porto Alegre. Devido ao caráter de filmagem de guerrilha, não haverá cachê. Os(as) interessados(as) em mais detalhes (sobre papéis, história e endereço do teste) podem enviar um e-mail para:

Édnei => edpedroso@gmail.com
Filipe => filipeferreirapoa@gmail.com
Cláudia => claudiadrb@gmail.com

Quem quiser conferir alguns dos nossos trabalhos, pode acessar o blog da Arquivo Morto (
www.arquivomortobrasil.blogspot.com).

quinta-feira, 25 de março de 2010

Cidade de Logos.

Uma das gratas surpresas deste último Oscar foi a premiação de Melhor Curta de Animação, onde o incrível Logorama merecidamente papou a estatueta. O desenho mostra um universo totalmente feito de logomarcas, onde Ronald MacDonald toca o terror como um violento criminoso, e a lei é mantida por bonequinhos da Michelin.

Abaixo, você pode conferir esta imperdível animação do diretor François Alaux, em parceria com a H5, totalmente legendada.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Feliz Aniversário, Capitão!

Este post é uma homenagem ao Sapão318, cuja paixão pelo bonachão William Shatner pode ser constatada nos comentários de posts anteriores.

Hoje, o eterno Capitão Kirk completa 79 anos de uma vida bem diversa: de galã de seriado de ficção científica (Star Trek) a coadjuvante de luxo (em trocentas bombas como Osmose Jones, Miss Simpatia e Show Time), de policial incorruptível (Carro Comando) a advogado sem escrúpulos (Boston Legal), Bill sempre emprega carisma e paixão em tudo que faz (atuando, dirigindo, cantando ou cuidando de seus cavalos) mesmo que nem sempre o tiro saia pelo lado certo.



Incubus, filme pré-trekkie onde nosso herói atua em...esperanto.

Mesmo com suas derrapadas, William Shatner divertiu (protagonizou as melhores cenas de luta da história), ousou, sobressaiu e hoje é um respeitado e premiado ator, fato que o S666P saúda com esse post especial de aniversário, onde deixamos nossos mais sinceros votos ao querido Bill.

LIVE LONG AND PROSPER, BILL! WE LOVE YOU (BUT THE BIG FROG LOVES YOU EVEN MORE).

quinta-feira, 18 de março de 2010

Little Tortilla Boy.

Se você está acostumado com os malabarismos do CQC ou gosta de dar risadas com os Stand-Ups do programa (chupinhado do Whose Line is it Anyway, cof, cof...) É Tudo Improviso, talvez aprecie o trabalho (de um comediante de verdade, cof, cof...) do americano Pablo Francisco, famoso nos States e na Europa por suas imitações de atores famosos e suas chamadinhas impagáveis para trailers de filmes, onde parodia o lendário narrador de trailers Don LaFontaine. Abaixo, o já clássico Little Tortilla Boy, estrelado pelo governator Arnold Schwarzenegger.

O original.



E a (muito bem bolada) cópia.



Se estiver no trabalho, por favor, gargalhe baixinho.

segunda-feira, 8 de março de 2010

82st Academy Awards – Vencedores.

Após mais uma grande noite do Oscar, o S666P traz para você a lista completa e comentada dos vencedores da 82ª edição do prêmio mais importante do cinema mundial (devidamente acompanhada por um streaming que queria me cobrar para transmitir o evento sem uma enorme tarja no meio da tela, cortesia da Rede Globo, que – lá pelas 23hs – ainda exibia o cada vez mais dispensável Fantástico).

É Fantástico...que a Globo ainda insista nessa m&%#@!

Neste ano, a apresentação ficou por conta da dupla Steve Martin e Alec Baldwin que, salvo a paródia impagável do filme Atividade Paranormal (paródia esta que você pode v
er no vídeo abaixo), não garantiu a catarse. Baldwin até que é um bom sujeito, mas sempre preferi Steve Martin sozinho como MC do Oscar (saudades do tempo em que Billy Cristal literalmente montava em Jack Nicholson e gritava “Aiô Silver”).



Além da dupla aparecer menos do que o esperado e suas gags serem razoáveis, a festa em si estava substancialmente “simplificada” em relação a edições anteriores. Os cenários grandiosos, a pirotecnia, os números de dança, e mesmo as apresentações solo das canções que concorriam ao Oscar foram limados da noite, dando lugar a uma bacana – mas singela – apresentação única de dança (com cenários mínimos) para apresentar os candidatos a Melhor Trilha Sonora Original (prêmio que o filme UP levou por sua trilha marcante e melancólica).

Quem aí engole o choro nos dez minutos iniciais de UP levanta a mão...

Falando então do que realmente interessa (os prêmios, certo?), a Academia seguiu a premissa que este blog havia sinalizado no longínquo ano de 2009, quando o Oscar guinou suas atenções para o filme independente Quem Quer Ser um Milionário?, marcando a tendência das premiações para produções mais intimistas (leia-se “mais baratas”),
em detrimento de mega-produções como, por exemplo, O Curioso Caso de Benjamin Button.

- Como assim? - Você pergunta.
- Confira abaixo. - Eu respondo.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: GUERRA AO TERROR O roteirista Mark Boal passou por cima de monstros oscarizados como Quentin Tarantino e os Irmãos Coen para faturar a estatueta. Justo? Não sei (o roteiro de Bastardos Inglórios era meu preferido nesta categoria), mas foi um dos primeiros prêmios da noite e acabou sinalizando o que estava por vir.

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: PRECIOSA Se existisse um prêmio para Melhor Roteiro Absurdamente Chupinhado, Avatar levaria de barbada. Como essa categoria ainda não foi inventada e o nome do prêmio é apenas “Roteiro Adaptado” (e Avatar sequer estava na lista de indicados), restou a Geoffrey Fletcher a tarefa de arrebatar o Oscar com o roteiro de Preciosa. Ainda não assisti a este filme (que também é independente), mas me disseram que a história é bem pesada (Hã? Entenderam? Hein? Hein?).

MELHORES EFEITOS VISUAIS: AVATAR Enquanto minha namorada e eu assistíamos, eu cantava a pedra de que este era o único Oscar (ao lado, claro, dos de Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Atriz Coadjuvante) que era tiro certo, afinal, Avatar foi feito para ser um marco visual. Isso até instantes antes do anúncio, quando exibiram pedaços de Distrito 9 e Star Trek na festa e ela (minha namorada, caramba) virou pra mim dizendo “olha, não sei se é tão óbvio assim não”. Foi uma fagulha de fã que se acendeu nos meus olhos por um breve momento (afinal, adorei D9 e ST), apenas para ser apagada com a premiação de Avatar, que pode ser tão profundo quanto um pires, mas – verdade seja dita – mereceu esta estatueta.

MELHOR MIXAGEM E MELHOR EDIÇÃO DE SOM: GUERRA AO TERROR
Dois Oscars técnicos que eu tinha uma vaga esperança de que fossem para Star Trek (que tem um som muito F$#@), mas acabaram abocanhados por Guerra ao Terror. O prêmio de Melhor Edição de Som foi o primeiro a ser disputado diretamente pelos dois grandes concorrentes da noite (Avatar e Guerra ao Terror).

MELHOR CURTA-METRAGEM: THE NEW TENANTS Não assisti a nenhum dos indicados e, como produtor de curtas, me sinto um protozoário por isso.=(

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO: LOGORAMA Em uma categoria na qual até Antonio Banderas (que está parecendo Saddam Hussein com aquela
barba) estava concorrendo pela produção de La Dama Y la Muerte, sobrou para o interessante Logorama o prêmio de Melhor Curta de Animação. Trata-se de um trabalho onde os personagens e cenários são feitos por todos os logotipos e logomarcas famosas que você possa imaginar. A premissa já é interessante. Agora que ganhou o Oscar, é mais que obrigatório, né não?

MELHOR MAKE-UP: STAR TREKTá aí um prêmio que eu jamais pensei que o filme de J. J. Abrams levaria (principalmente porque a maquiagem de Nero não me convenceu), mas não vi os outros dois filmes pra saber se foi merecido ou não. Um dos momentos impagáveis da festa ficou por conta de Ben Stiller – apresentando este prêmio – vestido de Na’vi.

Stiller: "Quando for entregar o Oscar, vou sair daqui para não roubar a cena."

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: THE WEARY KIND (CORAÇÃO LOUCO)Randy Newman (A Princesa e o Sapo) concorria com duas músicas da animação da Disney, mas o tema do filme Coração Louco (que já havia levado o Globo de Ouro) levou a melhor.

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL: UPJá citado acima (piadinha pronta: mencionei também que essa trilha faz de UP um dos filmes mais DOWN do ano?).

MELHOR FILME ESTRANGEIRO: EL SECRETO DE SUS OJOS
Momento “me caiu os butiás do bolso”. O favoritíssimo filme alemão A Fita Branca (segundo José Wilker, o melhor filme de todos os mencionados na noite) foi passado para trás pelos hermanos. Coincidentemente, tinha assistido ao filme do diretor Juan José Campanella umas duas hor
as antes do início da transmissão do Oscar e minha namorada e eu tínhamos chegado a conclusão de que era um filme bem feito mas longe de ser oscarizável (leia-se boa direção, atuações ótimas, produção legal, mas roteiro morno e lugar comum). Ainda bem que não apostamos dinheiro nisso.=P

Campanella: "Agradecemos à Academia por não considerar Na'vi uma língua estrangeira."

MELHOR EDIÇÃO: GUERRA AO TERRORMais uma que o todo-poderoso Avatar perdeu para Guerra ao Terror, que realmente tem um trabalho de edição angustiante. Como diriam lá no MDM, como é que se diz “Chupa, Avatar!” em Na’vi?

MELHOR DOCUMENTÁRIO CURTO: MUSIC BY PRUDENCEUm prêmio considerado menor, mas que protagonizou o momento “barraco” da noite, quando o diretor Roger Ross Williams e a produtora Elinor Burkett quase se digladiaram ao vivo e à cores. O motivo? O mesmo que faz Tom Cruise demitir os diretores de seus filmes: diferenças criativas. Além de ter corrido para o palco do Oscar e ter roubado o microfone de Williams, a zangada produtora ainda acusou a mãe do diretor de ter tentado lhe dar uma rasteira com sua bengala. Chinelagem é pouco, como podemos conferir no vídeo abaixo.



MELHOR DOCUMENTÁRIO: THE COVEAo ganhar este prêmio, o ator e produtor Fisher Stevens mostrou que a matança de golfinhos continua na moda. Hooway!

MELHOR FIGURINO: A JOVEM RAINHA VICTÓRIA Não assisti ao filme, mas é o terceiro Oscar da figurinista inglesa Sandy Powell (que ganhou anteriormente por O Aviador e Shakespeare Apaixonado), então está tudo em casa.

MELHOR FOTOGRAFIA: AVATAR O único prêmio que Avatar levou de Guerra ao Terror. Também merecido.


DIREÇÃO DE ARTE: AVATAR E aqui se fecha a senda de vitórias do épico-dança-com-lobos-pocahontas-avatar. Viu? Não doeu nada.

MELHOR ANIMAÇÃO: UP Embora estivesse concorrendo também como Melhor Filme da noite (façanha concebida anteriormente apenas por A Bela e a Fera), UP estava predestinado a levar este Oscar de Melhor Animação (dois no total). Nada mal, Sr. Fredricksen.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: MO’NIQUE (PRECIOSA)Não adiantou Penélope Cruz mostrar seu rostinho bonito ou Vera Farmiga ir vestida de repolho para a festa. Além de já
ter sido eleita como uma das maiores vilãs cinematográficas de todos os tempos, MoNique também foi protagonista do comentário mais infeliz do "mestre" José Wilker. Confira na foto abaixo.

Wilker sobre Mo'Nique: "Espero que essa moça saiba cantar,
pois não existem muitos papéis pra ela."


MELHOR ATOR COADJUVANTE: CHRISTOPH WALTZ (BASTARDOS INGLÓRIOS)O trabalho de Waltz neste épico de Tarantino ainda vai ecoar muito nas nossas orelhas, como a atuação de Heath Ledger em Batman – Cavaleiro das Trevas o faz há dois anos. Nada mais justo.

MELHOR ATRIZ: SANDRA BULLOCK (UM SONHO POSSÍVEL) Após ganhar o Framboesa de Ouro de Pior Atriz pela comédia Maluca Paixão (e ir receber o duvidoso prêmio), a ex-psicopata Sandra Bullock ganhou o Oscar de Melhor Atriz que, muitos dizem, foi bem merecido. Essa eu respeitei. =O

Sandra Bullock em dois momentos: acima, ao receber o Framboesa de Ouro de Pior Atriz...
e abaixo, em uma premiação um pouco mais feliz.

MELHOR ATOR: JEFF BRIDGES (CORAÇÃO LOUCO)Depois de cinco indicações sem levar nada, eis que Jeff Bridges finalmente descobre como é que é ganhar um Oscar de Melhor Ator. Neste ano, a Academia utilizou de um sistema diferenciado para anunciar os concorrentes a Melhor Ator e Atriz: cinco atores ou atrizes foram ao palco e deram um depoimento sobre cada um dos indicados. O melhor depoimento ficou por conta de Tim Robbins, dizendo que Morgan Freeman o ensinou – no último dia de filmagem de Um Sonho de Liberdade – que uma amizade verdadeira se dá quando um amigo diz para o outro “Faz um favor, me traz um cafezinho, Pete. Seu nome é Pete, certo?”

Kathryn Bigelow: ela MANDA nessa bagaça!

MELHOR DIRETOR: KATHRYN BIGELOW (GUERRA AO TERROR) A atriz, cantora e bicentenária Barbra Streisand foi chamada para anunciar o Oscar de Melhor Diretor. Por pura sacanagem (ou não), os organizadores do Oscar colocaram James Cameron e Kathryn Bigelow (ex-marido e mulher e concorrentes diretos na categoria) sentados um na frente do outro. Em um momento emocionante (e divertido, afinal, ver James Cameron nessa saia justa sempre será engraçado), Bigelow fez história sendo a primeira mulher a ganhar o prêmio, que viria a ser completo após...

Corra, Forrest! Corra!

MELHOR FILME: GUERRA AO TERROR - ...Tom Hanks fazer um papelão ao entrar correndo no palco e dizer o nome do grande filme da noite em Warp 5. Kathryn, que mal tinha saído do palco, teve de voltar sem entender nada para receber o Oscar de Melhor Filme junto com seu produtor e o elenco do filme. Um prêmio muito merecido, mas com um final de festa decepcionante, onde discursos e despedidas foram apressados porque a organização do evento não soube administrar o tempo (já havia transcorrido quase 4 horas de festa).

Bigelow e Cameron: uma imagem vale mais do que mil palavras.

Duas imagens então...

Enfim, foi uma exibição de altos e baixos, com direito a momentos ótimos (Tarantino e Almodóvar entregando o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro), momentos duvidosos (Sean Penn provocando a Academia ao dizer que eles tinham algo em comum: ambos ignoram atores realmente indispensáveis por longos períodos) e momentos realmente estarrecedores (como uma linda Demi Moore entrando para anunciar o In Memorian e os produtores do vídeo terem se esquecido de incluir Farah Fawcett na homenagem).

Homenagem do S666P que, ao contrário do Oscar, lembra de você, Farah.=)

O que importa, de verdade, é que a Academia está se inclinando para uma tendência mais do que bem-vinda de premiação, sem se importar com cifras bilionárias (Avatar) ou se tal produção não é estritamente estadunidense (Guerra ao Terror, com seus módicos 11 milhões de dólares – quase tudo sob produção francesa), e sim se há o conteúdo e o talento autoral que tanto falta para os arrasa-quarteirões.

Guerra ao Terror, Preciosa, Quem Quer Ser um Milionário?, Crash e outros muitos que anonimamente são feitos por aí, podem ser filmes pequenos em estrutura e não terem campanhas de marketing megalomaníacas, mas atestam a grandiosidade criativa da qual o cinema precisa, atestam a genialidade de histórias que precisamos ver.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Uma caçada coreana.

Continuando com a boa sorte da semana (a de assistir bons filmes, hehe), ontem assisti à O Caçador, longa coreano que, além de ter sido o filme de maior bilheteria na Coréia do Sul em 2008, tem arrancado aplausos em todas as mostras e festivais por onde passa (incluindo Cannes), consolidando ainda mais a narrativa e a estética cinematográfica coreana apresentadas ao mundo por espécimes como O Hospedeiro e o totalmente excelente Old Boy, entre outros.

A história de O Caçador gira em torno de Joong-ho, um ex-detetive que ganha a vida como cafetão e que não está em seus melhores dias: além dos negócios irem mal, suas “funcionárias” começaram a desaparecer, fazendo com que Joong-ho suspeite de que as prostitutas estejam fugindo, ou pior, que algum outro cafetão esteja recrutando-as.

É claro que a verdade é muito pior que isso.

Praticamente nos 15 minutos iniciais, descobrimos o trágico destino das garotas, mas não sem antes o cafetão colocar mais uma de suas funcionárias na mira de um violento e inconstante Serial Killer, iniciando uma verdadeira corrida contra o tempo para salvar a garota.

O filme do diretor estreante Na Hong-jin (que também assina o roteiro) impressiona ao se utilizar de uma temática explorada quase a exaustão pelo cinema ocidental (anti-herói x serial killer x vítima) e, mesmo assim, não deixar a peteca cair: o vilão e as motivações dos personagens são revelados logo de cara, mas é justamente a veracidade desses personagens (o cafetão que explora suas prostitutas, o assassino falível que age no improviso, a polícia burocrática, preguiçosa e preocupada apenas com a próxima manchete) e das situações apresentadas (e aonde cada uma delas leva) que faz a história de O Caçador desviar-se do convencional a cada minuto, sem apelar para um contexto psicológico da trama (como Old Boy, por exemplo) até porque não há intenções subliminares, não existe um "motivo maior"; tudo resume-se à simples escolhas feitas pelos protagonistas e aos resultados dessas ações, em uma mistura precisa de violência extrema, drama e, pasme, humor (acreditem, dá para rir MUITO com esse filme).

Com um excelente roteiro, fotografia rebuscada (característica marcante do cinema coreano), uma talentosa direção (como citei em outro texto, parece que esses novatos já nascem sabendo dirigir) e uma precisa escolha de elenco, O Caçador foge do lugar comum ao abordar o gênero thriller sob uma nova perspectiva, mas de forma crível, visceral e, mesmo assim, fascinante. Como diz um texto que li sobre este filme, esta história poderia ter acontecido no seu bairro.

***

Dica de filme:

O Caçador (Choo-gyeok-ja)
Diretor: Na Hong-jin

Elenco: Kim Yoon-seok (Eom Joong-ho
), Ha Jeong-woo (Ji Yeo
ng-min), Seo Yeong-hee (Kim Min-ji), Kim Yoo-jeong (Eun-ji), Jeong In-gi (Detetive Lee)
Duração: 125 minutos
Gênero: Policial
Ano: 2008

Excelente receita para ficar boquiaberto.