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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Updates...de hoje.

Hoje foi um dia atípico: pra começar de bem com a vida, nada melhor que uma prova de Administração de Serviços com mais de 6 ppts pra estudar (com uma média de 20 slides por Power Point). É claro que era moleza e é claro que não respondi a última questão (mantendo meu status de "aluno objetivo", que só escreve se for pra responder, nunca pra encher linguiça).

Na busca de ingredientes para um fricassé, uma idéia: e se eu substituir algumas coisas da receita e criar algo diferente? Anota aí: 27 de abril de 2009, dia do nascimento do Fricassé Verde. Mais uma alternativa de cores para minha paleta culinária (a primeira foi a Costela Negra) e, desta vez, usando salsas, creme de ervilha e as milagrosas alcaparras, indicadas para peixes e para aves, mas nunca para...

Suínos. Como pode um animalzinho tão rosado e tão porco estar matando dezenas de mexicanos e deixando todo o planeta em alerta máximo? Além do nascimento de um novo manjar, este dia marca a entrada da Gripe Suína na Europa, mais precisamente na Espanha. Como a mulher que eu amo está fazendo Doutorado em Barcelona, é óbvio que o paranóico aqui ligou pra saber se as pessoas já não estavam caindo pelas ruas por lá. Sabe como é, a Gripe Aviária dizimou uma penca de orientais lá por 2004 e eu não estava nem aí, mas é só alguém importante pra gente estar supostamente na linha de frente pra logo apertarmos o fiofó. Resumo da ópera: ao que tudo indica, este caso e outros suspeitos pela Europa já estão isolados. Aguardemos notícias...

O áudio da programação de TV que monitoro resolveu cair de vez. Fora a fase dos telefonemas de reclamações e tentativas de conserto (ineficazes), o silêncio impera aqui. Neste momento, está no ar o programa Democracia, e tem cinco pessoas debatendo naquela mesa. Todas mudas.

Por último, e menos importante, hoje me tornei o mais novo corpinho do Twitter. Já que até o Obama tem um, porque eu iria ficar de fora, certo? O pior é que o Twitter é notoriamente imbecil (conforme prega, acertadamente, o vídeo abaixo), então porque diabos acabei aderindo?



Talvez seja porque, mesmo não tendo utilidade alguma, este treco virou hit no mundo virtual; mais ou menos como outra ferramenta da internet que chegou chegando e acabou fazendo parte da vida de (quase) todo mundo que conheço, há uns 4 anos atrás.

Quem gritou Orkut aí, que venha pegar seu brinde.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A Revanche.

Há muito tempo, em um lugar muito, muito distante...

À noite, o guerreiro já pensava na batalha vindoura. Conforme dizia em seu manual de táticas de guerra, visitou o terreno e verificou suas armas duas vezes. Estavam ali, sedentas por ação. Na primeira e única vez em que enfrentou o monstro, o guerreiro levou a pior. Sua inexperiência e impetuosidade o fizeram arder em chamas violentas. Havia sido sua primeira derrota e aquilo lhe deixou com um sabor amargo na boca por muito tempo. Sabia o que tinha feito de errado e prometeu para si que não colocaria mais os pés pelas mãos e que teria a atenção, a seriedade e a humildade necessárias para vencer o seu inimigo.

A manhã chegou ensolarada. Com ela, a fatídica revanche. Ele levantou cedo e pegou a munição que faltava. Verificou uma terceira vez os apetrechos e, ao perceber que tinha tudo o que precisava para vencer, respirou fundo e lançou, mais uma vez, o desafio para seu nêmesis.

Quando o sol se posicionou no ponto mais alto do céu, o combate teve início. Um duelo feroz, onde o inimigo queimava e desafiava. Embora manuseasse suas armas com certa destreza, nada impedia o guerreiro de queimar as mãos quando estas ficavam próximas da enorme bocarra, que cuspia bolhas assassinas e proferia blasfêmias, tentando incutir-lhe a idéia de que aquele não era o seu lugar, pois ele não era um guerreiro de verdade.

Depois de uma hora e meia de hostilidades e canglores, a batalha teve fim. Ofegante, o guerreiro constatou que finalmente teve sua revanche e conseguiu vencer o inimigo. Com a carne do enorme corpanzil abatido, foi recepcionado com odes de alegria por seu povo, já que sua vila não passaria mais fome. Seu nome foi entoado como o implacável guerreiro que provara ser, e sua prometida finalmente aceitou seu pedido de comunhão. Ambos casaram e foram felizes...para sempre.

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Hoje e aqui...

Ele decidiu que mudaria seu destino. Mesmo sendo um inexperiente cozinheiro, havia feito alguns pratos diferenciados com sucesso até três semanas atrás, quando tentou cozinhar aquela bendita costela e a queimou miseravelmente. Mas desta vez seria diferente, afinal, como dito acima, ele decidiu que mudaria o seu destino.

Quando amanheceu, ele acordou antes do que estava acostumado e se meteu em um supermercado para comprar os ingredientes que faltavam para o prato: coca-cola, molho shoyu e café. Peraí, estamos mesmo falando de costela? Sim, senhor. Não estamos mais nos tempos farrapos e Costela Negra, hoje em dia, se faz assim.

O relógio bateu meio-dia e o cozimento teve início. Ele lembrava que, da outra vez, havia caído no truque sujo da farinha de trigo, que grudou violentamente no fundo da panela e o levou a bancarrota. Desta vez, ele estava preparado e mexeu o caldeirão incessantemente com uma colher, praguejando enquanto queimava as mãos ocasionalmente. A panela nada dizia, pois panelas não falam.

Quase duas horas depois, ele apagou o fogo. O aspecto estava soberbo, escuro, negro como deveria ser. O cheiro era forte, marcante, e deve ter impregnado boa parte do prédio. Ele havia feito um arroz para acompanhar e serviu ambos num prato. Sentou-se a mesa, notadamente cansado, e olhou para o almoço fumegando à sua frente. Deu a primeira garfada.

Ele não foi recepcionado por ninguém, não teve seu nome entoado e chamá-lo de cozinheiro seria xingar toda uma espécie. Sua prometida está a um oceano de distância e se matou a fome de alguém, foi a sua própria...

...mas ele conseguiu. A Costela Negra ficou DO CARALHO.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Nosso Homem na Cozinha.


Como citei no primeiro texto deste ano, faz uns meses que comecei a explorar o misterioso e espetacular universo da...culinária. Quem me conhece de longa data, sabe que, até pouco tempo atrás, eu era tão ruim de negócio que conseguia até queimar a água, tentando fervê-la. Mas isso foi em outros tempos e era com outro Édnei Pedroso.

Este novo Édnei é um cara descolado, romântico, que se esmera em aprender coisas novas para impressionar sua garota e não morrer de fome. E se há duas coisas sólidas nesta vida são:

* Mulheres adoram homens que sabem cozinhar;
* Morrer de fome é uma das piores formas de se chamar a atenção.

Pois então, uma das coisas que ela e eu fazemos bem juntos é cozinhar. Ora ela traz alguma receitinha, ora eu. Lembro que a primeira coisa que resolvi encarar no fogão foi o que batizei de Strogonoff Indiano. Algo bem pagão mesmo, com direito a carne de vaca e tudo. Acompanhado de um bom Malbec, foi uma bela estréia. Uma cacofonia de sabores e ingredientes dos mais inusitados, e que cai bem em qualquer estação (alternando para vinho tinto se for inverno, Cabernet básico é uma opção). A receita? Ou no Google (esta não tem como achar com este nome), ou perguntando-me via e-mail (edpedroso@gmail.com).

De lá pra cá, variamos entre peixes com leite de côco, molhos inusitados (virei especialista em Molho de Pimentão e Manga, indicado para aves: ninguém morreu na ceia de natal) e até uma receita clássica de risoto, que aprendi de olho. Como também disse em outro texto, minha mãe terá um piripaque quando ver isso na prática.

Com essas desventuras na cozinha, descobri que arroz de saquinho (daqueles que vêm em porções medidas dentro da embalagem) é a forma mais trapaceira de se fazer um arroz perfeito, que farinha de trigo + altas temperaturas pode ser uma receita alternativa para a bomba atômica e que, como diria o Chef Gausteau, qualquer mané pode cozinhar.

Mas o mais importante a se aprender é:

a melhor forma de cozinhar é estando em boa companhia.;-)