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segunda-feira, 22 de março de 2010

Feliz Aniversário, Capitão!

Este post é uma homenagem ao Sapão318, cuja paixão pelo bonachão William Shatner pode ser constatada nos comentários de posts anteriores.

Hoje, o eterno Capitão Kirk completa 79 anos de uma vida bem diversa: de galã de seriado de ficção científica (Star Trek) a coadjuvante de luxo (em trocentas bombas como Osmose Jones, Miss Simpatia e Show Time), de policial incorruptível (Carro Comando) a advogado sem escrúpulos (Boston Legal), Bill sempre emprega carisma e paixão em tudo que faz (atuando, dirigindo, cantando ou cuidando de seus cavalos) mesmo que nem sempre o tiro saia pelo lado certo.



Incubus, filme pré-trekkie onde nosso herói atua em...esperanto.

Mesmo com suas derrapadas, William Shatner divertiu (protagonizou as melhores cenas de luta da história), ousou, sobressaiu e hoje é um respeitado e premiado ator, fato que o S666P saúda com esse post especial de aniversário, onde deixamos nossos mais sinceros votos ao querido Bill.

LIVE LONG AND PROSPER, BILL! WE LOVE YOU (BUT THE BIG FROG LOVES YOU EVEN MORE).

sexta-feira, 5 de março de 2010

Enquanto isso, na fronteira final...


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Dica do Edu Lang, fã de halls de maçã verde e de boas ficções científicas.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Uma pergunta que não quer calar...

Que o ator e ex-canastrão William Shatner é uma figuraça, isso todos sabem. O que parece ser um mistério total (que circula pela net e pela imaginação do mais aficionado trekkie há um milhão de anos) é...

Por que motivo, razão ou circunstância, o eterno Capitão Kirk está escalando uma montanha?

Seria por amor? Por esperança? Por que não tinha nada pra fazer? Enfim, a resposta vem a tona no vídeo abaixo (indicado pelo próprio astro - ou seu assessor, ou seu neto, ou um hacker - através de seu Twitter), onde descobrimos o verdadeiro significado da palavra "motivação". Enjoy!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Como explicar as orelhas pontudas do seu amigo em 1930.

"- Meu amigo é obviamente chinês. Vejo que deve ter notado as orelhas e elas são realmente fáceis de explicar. O infeliz acidente que teve quando criança: ele prendeu sua cabeça numa máquina... colhedora de arroz. Mas, felizmente, tinha um missionário americano vivendo por perto que na realidade era um...ah...hábil cirurgião plástico na vida civil."

Capitão James T. Kirk

Star Trek - The Original Series - Episódio 1x28 - The City on the Edge of Forever

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

82st Academy Awards – Indicados.

Mais rápido que uma bala, o S666P traz para você a lista dos indicados ao Oscar 2010 (que acaba de sair do forno), que resolveu voltar às origens e elaborou uma lista de 10 indicados à estatueta de Melhor Filme, nesta 82ª edição do evento.

Confirmando os recordes que vêm sendo batidos incessantemente desde sua estréia, Avatar lidera a lista com 9 indicações (obviamente, a maioria nas categorias técnicas), empatado com o badalado Guerra ao Terror, que tem sólidas chances de ser o grande vencedor da noite.

Ambos estão sendo seguidos de perto pelo brilhante Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino, que entra na disputa com 8 indicações (lembrando que Pulp Fiction
, do mesmo diretor, disputou 7 prêmios e venceu o de Melhor Roteiro Original). Preciosa também surpreende ao concorrer em 6 modalidades e Amor sem Escalas segue como uma agradável pedida ao concorrer em 5 categorias (sendo que tem indicação dupla no Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante).

Enfim, chega de conversa! Confira abaixo os indicados deste ano.*:

*Alguns não estão traduzidos, pois ainda não possuem título oficial em português.
*Os indicados em negrito são as minhas apostas para este ano.



MELHOR FILME


Amor sem Escalas
Avatar
Bastardos Inglórios
Distrito 9
Educação
Guerra ao Terror
Preciosa
Um Homem Sério
Um Sonho Possível
Up – Altas Aventuras

No ano passado, apostei em O Curioso Caso de Benjamin Button (apenas por ser o arrasa-quarteirão) e queimei a língua. Gostaria que Guerra ao Terror repetisse a façanha de Crash (ambos filmes independentes), pois Avatar simplesmente não merece este prêmio.

Guerra ao Terror: O Iraque como você nunca viu.


MELHOR DIRETOR

James Cameron – Avatar
Jason Reitman – Amor sem Escalas
Kathryn Bigelow – Guerra ao Terror
Lee Daniels – Preciosa
Quentin Tarantino – Bastardos Inglórios

Kathryn já é a primeira mulher a vencer o DGA (Directors Guild of America) e é bem possível que leve o Oscar. Seria bacana se isso acontecesse por três motivos:
1º - Guerra ao Terror está sendo considerado um divisor de águas na Gringolândia por denunciar o problema
Iraque/EUA de um modo jamais abordado;
2º - Seria a primeira diretora a ganhar a estatueta dourada;
3º - Ver a cara de James Cameron perdendo o Oscar para a ex-mulher simplesmente não tem preço.


Bigelow e o DGA: Chuuuuuupa, James Cameron.


MELHOR ATOR


Colin Firth – A Single Man
George Clooney – Amor sem Escalas
Jeff Bridges – Coração Louco
Jeremy Renner – Guerra ao Terror
Morgan Freeman – Invictus

Ainda não assisti Coração Louco, mas dizem que Bridges fez chover no papel do cantor country que procura por salvação.


MELHOR ATOR COADJUVANTE


Christopher Plummer – The Last Station
Christoph Waltz – Bastardos Inglórios
Matt Damon – Invictus
Stanley Tucci – Um Olhar do Paraíso
Woody Harrelson – The Messenger

Esta aqui chega a ser piada. Waltz é tão perfeito no papel do Coronel Hans Landa que você chega a torcer para que ele se dê bem em Bastardos Inglórios. Assim como no ano passado (onde tivemos o genial Coringa do finado Heath Ledger), esta categoria é a barbada da noite.

Coronel Hans Landa: arrasando em três idiomas desde 1944.


MELHOR ATRIZ

Carey Mulligan – Educação
Gabourey Sibide – Preciosa
Helen Mirren – The Last Station
Meryl Streep – Julie & Julia
Sandra Bullock – Um Sonho Possível

Mais uma vez Meryl Streep concorre (16ª vez), e mais uma vez ela vai voltar pra casa de mãos abanando, pois a estatueta vai para (pasmem) Sandra Bullock. Por quê? Porque ela já levou o Globo de Ouro por este papel e é favorita ao prêmio numa penca de listas de críticos. Não assisti ao filme do diretor John Lee Hancock para comprovar tal desempenho e, francamente, nem pretendo. #mariavaicomasoutrasmodeon


MELHOR ATRIZ COADJUVANTE


Anna Kendrick – Amor sem Escalas
Maggie Gyllenhaal – Coração Louco
Mo’Nique – Preciosa
Penélope Cruz – Nove
Vera Farmiga – Amor sem Escalas

Em 2009, Mo’Nique papou todos os prêmios de Melhor Atriz Coadjuvante em quase todos os festivais possíveis e imagináveis (exceto no de Toronto, se bem que meu curta-metragem não foi selecionado lá, então devo supor que eles não possuem embasamento cinematográfico para saber o que é bom, certo?).

Gordinha gulosa.


MELHOR ANIMAÇÃO

Coraline

O Fantástico Sr. Fox

A Princesa e o Sapo

The Secret of Kells

UP - Altas Aventuras

UP está reprisando a façanha de A Bela e a Fe
ra (1991) ao concorrer tanto como Melhor Filme, quanto como Melhor Animação. Como não vai levar o primeiro, o segundo será seu prêmio de consolação.

Console-se Sr. Fredricksen. Ao menos já entrou para a história.


DIREÇÃO DE ARTE


Avatar
Nove
Sherlock Holmes

The Imaginarium of Doctor Parnassus
The Young Victoria


MELHOR FOTOGRAFIA


Avatar

Bastardos Inglórios
Guerra ao Terror
Harry Potter e o Enigma do Príncipe
The White Ribbon


MELHOR FIGURINO

B
right Star
Coco Antes do Chanel
Nove
The Imaginarium of Doctor Parnassus
The Young Victoria


MELHOR DOCUMENTÁRIO

Burma VJ
Food, Inc.
The Cove
The Most Dangerous Man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers
Which Way Home



MELHOR CURT
A DOCUMENTÁRIO

China’s Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province

Music by Prudence
Rabbit à la Berlin
Tha Last Campaign of Governor Booth Gardner
The Last Truck: Closing of a GM Plant



MELHOR EDIÇÃO


Avatar
Bastardos Inglórios
Distrito 9
Guerra ao Terror

Preciosa


M
ELHOR FILME ESTRANGEIRO

Ajami (Israel)

El Secreto de Sus Ojos (Argentina)
The Milk of Sorrow (Peru)
The White Ribbon (Alemanha)
Um Prophéte (França)


MELHOR MAQUIAGEM

Il Divo

Star Trek

The Young Victoria



MELHOR TRILHA SONORA

Avatar

O Fantástico Sr. Fox
Guerra ao Terror
Sherlock Holmes
UP


MELHOR CANÇÃO


Almost There – A Princesa e o Sapo

Down in the New Orleans – A Princesa e o Sapo

Loin de Paname – Paris 36

Take it
All – Nove
The Weary Kin
d – Coração Louco


MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO

A Matter of Loaf and Death
French Roast
Granny O’Grimm’s Sleeping Beauty
Logorama
The Lady and the Reaper (La Dama y la Muerte)


MELHOR CURTA-METRAGEM


Instead of Abracadabra
Kavi

Miracle
Fish
The Door
The New Tenants


MELHOR EDIÇÃO DE SOM


Avatar

Bastardos Inglórios
Guerra ao Terror
Star Trek
UP



MELHOR EFEITOS SONOROS


Avatar

Bastardos Inglórios
Guerra ao Terror
Star Trek
Tra
nsformers 2: A Vingança dos Derrotados


MELHOR EFEITOS VISUAIS


Avatar

Distrito 9

Star Trek


Gosto muito de...er...Star Trek, mas essa o Avatar leva tranquilo.


MELHOR ROTEIRO ORIGINAL


Guerra ao Terror

Bastardos Inglórios

The Messenger
Um Homem Sé
rio
UP

Os Bastardos de Tarantino: será uma heresia se este roteiro não levar o Oscar.


MELHOR ROTEIRO ADAPTADO


Amor sem Escalas
Distrito 9
Educação
In the Loop
Preciosa


Cadê o Avatar nesta lista?????


A premiação será no dia 07 de março, no Kodak Theatre, e será boicotada na TV aberta pela Globo, em prol do Big Brother Brasil.

Façam
suas apostas (e assinem logo uma TV paga).=P

Big Brother Brasil: ferrando com as transmissões do Oscar na TV aberta desde 2001.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Audaciosamente indo onde ninguém jamais esteve.

Há pouco mais de 7 meses, dias antes da estréia do novo Star Trek nos cinemas, escrevi minhas impressões sobre uma das minhas franquias preferidas de toda cultura Pop. O Universo Trekkie, através da série clássica de TV estrelada por William Shatner e Leonard Nimoy, já havia me arrebatado quando eu era um piá ranhento, e voltou a me conquistar – neste ano – quando baixei os 80 episódios do seriado dos anos 60 para rever. Foi uma experiência incrível, que não apenas resgatou um pouco daquele menino que passava suas manhãs na frente da televisão, como me possibilitou conferir toda a genialidade do criador e produtor da série – Gene Roddemberry – na minha melhor forma crítica. Em uma só palavra e sem medo de fazer referência: fascinante.

Mas eis que o Universo Trekkie se expandiu para filmes (os quais já havia assistido todos), livros (são tantos que, infelizmente, não poderei correr atrás) e outros quatro seriados, que abordaram não somente as aventuras da nave estelar Enterprise da série clássica, como trouxeram para as telas sagas protagonizadas por outras naves e tripulações, situadas em séculos diferentes das histórias do Capitão Kirk e Cia, mas contidas no mesmo universo mostrado na primeira série, constituindo uma cronologia. E é sobre uma dessas séries, cuja história se situa aproximadamente 80 anos depois da história do seriado clássico, que este texto trata.

Star Trek: The Next Generation (ou TNG para os Trekkies) estreou em vários canais americanos no ano de 87 (21 anos depois do encerramento da série clássica). Tinha este nome por trazer para o público uma tripulação bem diferente da qual os Trekkies estavam acostumados em uma nave que lembrava bem de longe a boa e velha Enterprise, mas que possuía o mesmo nome de guerra. Aliás, eram tantas as mudanças de conceitos que muitos apostaram que o programa seria um fracasso (o próprio Nimoy, intérprete de Spock, se recusou categoricamente a participar do novo projeto, prevendo um desastre). Obviamente, os descrentes estavam errados.

A série, que durou 7 temporadas, conta a história da USS Enterprise NCC – 1701D, uma nave classe Galaxy, com capacidade para 1000 pessoas (a antiga nave de Kirk tinha capacidade para 400), que tem a missão contínua de explorar novos mundos, novas vidas e civilizações, além de representar e proteger o espaço pertencente à Federação. Ao contrário de sua antecessora, a nova Enterprise D possui inúmeras áreas dedicadas ao lazer e aprendizado dos tripulantes (bar panorâmico, laboratórios, escola e o famoso Holodeck, do qual falarei mais adiante) e, embora seja a nave capitânia da Federação (e, portanto, tenha um absurdo poder de fogo), é uma nave voltada para a paz e exploração, tanto que parte das pessoas que vivem na Enterprise é formada por filhos dos tripulantes.

A tripulação principal de TNG é composta por personagens complexos e de diversas raças, cujas personalidades e dramas pessoais foram plot para muitos dos episódios (ao passo que, na antiga TOS, tudo girava em torno da tríade Kirk/Spock/McCoy, relegando o restante da tripulação ao status de “enfeite”). Eis a Nova Geração:

Capitão Jean-Luc Picard (Patrick Stewart) - Fã de chá Earl Grey e fascinado por arqueologia, o francês Jean-Luc Picard comanda esta nova Enterprise com a astúcia e elegância de um lorde europeu. Careca, franzino e quase um cinqüentão, a recepção do novo capitão não foi das mais suaves por parte dos fãs da série (que estavam acostumados com o arquétipo Kirk – do capitão galã e bom de briga), mas essa impressão de que Picard não era adequado para o comando caiu por terra à medida que o personagem mostrou-se um líder nato, um estrategista brilhante, e um homem cujo caráter inabalável é fonte de justiça, verdade, constância e inspiração. Há um meme na internet que usa a seguinte frase para descrever Jean-Luc Picard: “Qualquer um que é familiarizado com a série, irá facilmente admitir que ele é um dos melhores personagens já sonhados. É como Sean Connery, Indiana Jones, Lex Luthor e o Rei Salomão, todos em uma só pessoa.”

Primeiro-Oficial William T. Riker (Jonathan Frakes) - Uma das grandes mudanças de conceito no Universo Trekkie foi a adição do Primeiro-Oficial como o “faz tudo” do capitão. William T. Riker é o segundo-em-comando da Enterprise e sua diretriz básica é obedecer as ordens de Picard, EXCETO se essas ordens levarem seu capitão ao perigo. Desta forma, Riker acabou sendo o líder de campo de quase todas as explorações em planetas inóspitos, enquanto Picard comandava tudo da nave. Altivo, competente e rígido quando o assunto pede o cumprimento do dever (mesmo que isso o jogue contra um outro tripulante ao amigo), o diligente imediato encontrou na Enterprise um lar que o fez, inclusive, recusar diversos comandos de outras naves. Pessoalmente, o canadense Will Riker adora jazz, é um excelente jogador de poker e faz as vezes de “galã” da nave ao flertar com qualquer forma humanóide que seja do sexo feminino.

Tenente-Comandante Data (Brent Spiner) - Data é um andróide que foi encontrado pela Federação em um antigo planeta-colônia dizimado por uma estranha forma de vida. Criado pelo brilhante Dr. Noonien Soong, o andróide possui um cérebro positrônico que lhe permite uma espantosa capacidade computacional e habilidade para realizar a maioria das atividades humanas, com força e agilidade proporcionais a de diversos homens. Embora execute suas funções com perfeição, Data possui o desejo latente de se tornar o mais humano possível, tentando entender as nuanças das emoções e sentimentos que observa em seus colegas terráqueos, uma vez que é incapaz de sentir qualquer coisa. Este anseio por humanidade, aliado à sinceridade mecânica e sua aparência por vezes ingênua é responsável pela grande aceitação do público e por inúmeros episódios memoráveis da série.

Oficial Médica-Chefe Dra.
Beverly Crusher (Gates McFadden) - A Dra. Beverly Crusher é a responsável pela ala médica da nave. Sua postura decidida e passional, assim como sua ligação de anos com o capitão, tornam-na a única pessoa capaz de confrontar a personalidade de Picard. Além disso, ambos têm uma forte relação de amizade e ressentimento, uma vez que o marido de Beverly morreu sob as ordens de Jean-Luc.

Tenente Worf (Michael Dorn) - Outra das grandes mudanças atribuídas a TNG: a presença de um klingon (inimigos declarados da federação na época de Kirk) na ponte de comando. Filho adotivo de humanos após sua colônia ter sido devastada por romulanos, Worf espelha o relacionamento atual da Federação com o Império Klingon, pois é o único de sua espécie a servir na Frota Estelar (já que seu povo considera tal feito um ultraje). Leal e com o senso de honra inerente à sua violenta raça, o tenente Worf está em constante batalha para equilibrar sua educação e vivência humana com sua herança klingon, além de estar sempre em busca de suas origens, mantendo costumes e tradições dos seus antepassados guerreiros. É o único personagem regular em duas séries do Universo Star Trek (TNG e Deep Space Nine).

Engenheiro-Chefe Geordi La Forge (LeVar Burton) - Responsável pela Engenharia, Geordi é o melhor amigo de Data. Devido a uma cegueira congênita, usa um visor-prótese que lhe é encaixado em suporte nas têmporas e lhe permite enxergar através de espectros eletromagnéticos. Possivelmente o humano mais inteligente da nave (suas idéias, ao lado das de Data, já salvaram a Enterprise mais vezes do que qualquer um pode contar), La Forge não tem muita sorte com mulheres, tendo seus encontros constantemente frustrados por sua inexperiência.


Conselheira Deanna Troi (Marina Sirtis) - Um novo posto na ponte de comando, a cadeira de conselheira do capitão é ocupada pela meia-humana-meia-betazoid Deanna Troi, que graças à sua condição de híbrida, pode “sentir” as emoções alheias através de poderes telepáticos. Serena e doida por chocolate, Troi tem uma história antiga com Will Riker e, além de lidar com os medos e frustrações de toda a nave como psicóloga, tem de agüentar as visitas ocasionais de sua espevitada e escandalosa mãe.


Alferes Wesley Crusher
(Wil Wheaton) - O filho de Beverly Crusher começa a saga de TNG como um menino gênio de 12 anos curioso com qualquer coisa relacionada à Enterprise. Porém, a inteligência prodigiosa de Wesley já salvou a nave uma pá de vezes, conferindo-lhe, mais tarde, uma indicação do próprio Picard para ingressar na Academia da Frota Estelar. Embora sua presença inicialmente tenha sido detonada pelo público (e depois aceita...com reticências), pode-se dizer que Wesley Crusher é a alma da série, pois espelha a proposta da nova Enterprise de ser uma espécie de casa, escola, laboratório e nave de combate, imbuídos em um universo de conquistas e aprendizado.

Holodeck - Esta parte da nave ganha menção honrosa na galeria de personagens por ser um dos locais onde muitas das aventuras da Nova Geração se inicia. Trata-se de uma sala da Enterprise utilizada para diversão e treinamento da tripulação, que utiliza hologramas e feixes de campos de força para simular praticamente qualquer ambiente, cenário, ferramenta ou mesmo formas de vida e pessoas, detalhados com realismo através do banco de memória da nave. Você pode ler um artigo super interessante e detalhado sobre essa maravilha clicando aqui.

Com esta tripulação, TNG apresentou ao público uma gama de histórias e situações fantásticas que trouxeram os mais variados assuntos. Seguindo a escola da série clássica, a nova geração enfrentou crises, batalhas, dilemas morais, conflitos políticos, religiosos e culturais, porém, com um suporte de produção e efeitos muito além do que era disponível para Gene Roddemberry na década de 60. Se antes a Paramount não abria a mão e o produtor tinha de se virar com soluções criativas para problemas financeiros, desta vez Star Trek estava tendo um tratamento digno de uma brilhante saga. A qualidade inquestionável de TNG rendeu-lhe 18 Prêmios Emmy e dois Prêmios Hugo ao longo de seus 7 anos de existência, além de render 4 filmes para o cinema.

E se a produção era ostensiva, os roteiros não deixavam por menos: TNG inovou inúmeros parâmetros da ficção científica na TV ao usar autores como D.C. Fontana, Diane Duane, John D. F. Black, Michael Reaves, Ronald D. Moore, Richard Manning, e tantos outros monstros sagrados em seus episódios, conferindo uma qualidade absurdamente foda das histórias (principalmente as que eram exclusivamente sobre ficção científica). Foram pessoas assim, ao lado de Roddemberry, que trouxeram a paz entre humanos e klingons, que indagaram o que é considerada apenas uma propriedade e o que é – de fato – um ser artificial vivo e sesciente, que transformaram os romulanos em inimigos mortais da Federação, que nos trouxeram criaturas exponencialmente poderosas, que nos levaram à realidades alternativas e lugares onde um simples pensamento pode se materializar instantaneamente. E se episódios como The Inner Light, Cause and Effect, e Parallels, por exemplo, trazem o que há de mais grandioso no gênero da ficção científica na TV, a tripulação da Enterprise D – mesmo com uma gama de raças e criaturas de outros planetas – espelha o que há de mais humano na criação de Gene Roddemberry.

A série clássica é a mais popular das séries de Star Trek e, por isso, ganhou esta nova roupagem nas mãos de J.J. Abrams, mas é inegável que Star Trek: The Next Generation é – em todos os sentidos – o melhor seriado deste fascinante universo.