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quinta-feira, 19 de agosto de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Esse é cabra homi!
Enquanto a galera xinga muito o Stallas no Twitter, rola pela net uma tabelinha comparativa entre os quatro filmes da franquia Rambo, onde podemos averiguar em números o quanto o veterano de guerra deixou de ser o acossado de Rambo - Programado para Matar para se tornar a máquina de triturar de Rambo IV (de onde tirei a foto acima). Ó a tabela.
Cortesia do Twitter do Jô.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Pergunte ao Paul.
Depois das vuvuzelas, Jabulanis, Micks Jaggers e Larissas Riquelmes, a mais nova atração da Copa do Mundo atende pelo nome de Paul, o Polvo Vidente.A molusca e simpática criatura vive no Aquário Marinho de Oberhausen (Alemanha) e seu espantoso poder de premonição lhe rendeu cadeira cativa nos Trending Topics mundiais, bem como o status de estrela desta Copa do Mundo (já que nenhum jogador se dispôs a preencher os holofotes decentemente).
Entenda Pulpo Paul
Basicamente, colocam duas caixas com comida e marcadas - cada uma delas - com as bandeiras dos times do jogo, e a caixa que Paul escolher sinaliza o time vencedor. É isso.=P
Parece bobagem, certo? Mas o fato é que Pulpo Paul acertou todos os palpites acerca dos jogos da Alemanha nesta Copa (inclusive sua derrota para a Espanha), e tem mais de 80% de aproveitamento em palpites dos jogos do time alemão em outras competições.
É claro que tudo isso já é notícia velha, afinal, quem não conhece o Pulpo Paul, certo? Mas a grande novidade é que VOCÊ, caro leitor, agora pode fazer suas próprias consultas futurísticas com o molusco mais amado dos últimos tempos da última semana: chegou o PERGUNTA AL PULPO PAUL, um site onde você pode colocar duas opções sobre qualquer assunto e pedir que Pulpo Paul escolha. Eu já aproveitei pra solucionar uma das questões mais intrigantes de todos os tempos, e o resultado - como você pode conferir abaixo - foi surpreendente.
É claro que tudo isso já é notícia velha, afinal, quem não conhece o Pulpo Paul, certo? Mas a grande novidade é que VOCÊ, caro leitor, agora pode fazer suas próprias consultas futurísticas com o molusco mais amado dos últimos tempos da última semana: chegou o PERGUNTA AL PULPO PAUL, um site onde você pode colocar duas opções sobre qualquer assunto e pedir que Pulpo Paul escolha. Eu já aproveitei pra solucionar uma das questões mais intrigantes de todos os tempos, e o resultado - como você pode conferir abaixo - foi surpreendente.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Wag vir die toernooi.
Como o título diz (em africâner, porque sou um cara culto Após o Brasil se tornar hexa
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Para atores e atrizes de Porto Alegre e região...
A produtora independente Arquivo Morto está recrutando atores e atrizes de Porto Alegre e região para seu mais novo curta-metragem de suspense/terror, a ser filmado nos fins de semana de julho/2010. Com maior parte do elenco e equipe já definidos, estaremos fazendo teste de elenco no início de maio para os seguintes papéis:CARLOS - Homem entre 25 e 30 anos. Boa pinta, perfil atlético. Deve saber dirigir.
JOSUÉ - Homem entre 22 e 28 anos. Rosto jovial e porte mais franzino. Deve saber dirigir.
BELA - Mulher entre 22 e 30. Atraente. Magra.
O teste de elenco será no dia 01/05 (próximo sábado), às 10hs, em Porto Alegre. Devido ao caráter de filmagem de guerrilha, não haverá cachê. Os(as) interessados(as) em mais detalhes (sobre papéis, história e endereço do teste) podem enviar um e-mail para:
Édnei => edpedroso@gmail.com
Filipe => filipeferreirapoa@gmail.com
Cláudia => claudiadrb@gmail.com
Quem quiser conferir alguns dos nossos trabalhos, pode acessar o blog da Arquivo Morto (www.arquivomortobrasil.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Cidade de Logos.
Uma das gratas surpresas deste último Oscar foi a premiação de Melhor Curta de Animação, onde o incrível Logorama merecidamente papou a estatueta. O desenho mostra um universo totalmente feito de logomarcas, onde Ronald MacDonald toca o terror como um violento criminoso, e a lei é mantida por bonequinhos da Michelin.Abaixo, você pode conferir esta imperdível animação do diretor François Alaux, em parceria com a H5, totalmente legendada.
terça-feira, 23 de março de 2010
O Homem de Mil Faces.
Em tempos de Photoshop, é difícil de distinguir os magos da transformação digital dos verdadeiros artistas manuais, tanto que quando surge um fotógrafo desse último grupo com um trabalho fodástico como o do holandês Levi Van Veluw, vale a pena conferir.
Especializado em auto-retrato, Van Veluw cria, distorce e molda seu rosto com os temas mais inusitados, utilizando todo tipo de material (de areia a fita isolante) para construir versões impressionantes de si mesmo.
Além de ganhar inúmeros prêmios, suas exposições percorrem a Europa e os Estados Unidos desde 2006. Você pode ver mais deste trabalho fantástico acessando o site de Levi Van Veluw (clicando aqui).segunda-feira, 15 de março de 2010
Escândalos sexuais no Colorado.
Tava demorando para Tiger Woods, astro do golfe e cliente Nº 2 das whiskerias americanas (porque todos sabemos que o Nº 1 é o Charlie Sheen), dar as caras em South Park. Sexual Healing, primeiro episódio da 14ª temporada que vai ao ar nesta quarta-feira, vai abordar os escândalos sexuais do esportista com toda aquela sutileza inerente aos garotos mais famosos do Colorado.Pra quem acordou agora de uma hibernação de 10 anos e não faz a menor idéia de quem é Tiger Woods, basta dizer que ele é o cara que conseguiu perder dois contratos multi-milionários (Gillette e Gatorade) e quase US$ 5 bilhões em um divórcio ao trair esta coisinha abaixo...

Com essa aqui.

Os magrões vieram de brinde.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Os 70 anos da LENDA.
Em 1940, na minúscula cidadedinha de Ryan/Oklahoma, nascia Carlos Ray, mais conhecido como o precursor do Big Bang, o carrasco dos dinossauros, o inventor da roda, o inominável Chuck Norris, que hoje completa seus 70 anos de pancadaria.Como este também é o post de nº 200 do S666P, nada mais justo do que comemorá-lo falando um pouquinho (mas beeeem pouquinho, pra não correr o risco de falar alguma merda e sofrer a ira de Deus...er...Chuck) sobre a vida e obra(?) deste gigante entre os homens.
Você está mesmo tentando descobrir "Quem é Chuck Norris"?
É sabido que Chuck Norris era um fiasco na infância (desculpe-me, ó Chuck). Franzino e filho de uma irlandesa com um cherokee pé-de-cana, o garoto passou a adolescência levando todo tipo de insultos dos colegas de aula por conta de sua etnia.
Aos 18 anos, tornou-se membro da Força Aérea Americana e foi enviado para a Coréia do Sul, onde ganhou a alcunha de Chuck Norris e onde aprendeu todas as 12354836 maneiras de matar um homem usando apenas uma folha de papel. Quando retornou aos EUA, Chuck abriu uma rede de escolas de karatê, e começou a disseminar sua divindade.
Entre os anos 60 e 70, Chuck despontou como um proeminente lutador, sendo convidado para participar de O Vôo do Dragão como o antagonista do astro das artes marciais Bruce Lee (Bruce Quem?). A partir daí, Steve McQueen (não confundir com aquele carro vermelho da Pixar) pentelhou Norris para que este frequentasse aulas de interpretação nos estúdios da MGM. Era o início da lenda no cinema e na TV.
Chuck Norris não tem queixo. O que existe debaixo de sua barba é um terceiro punho.
De lá pra cá, Chuck já impediu os EUA de ser invadido umas 8 vezes, resgatou mais ex-combatentes de guerra de prisões vietnamitas do que Rambo saberia sequer contar, reduziu a criminalidade do glorioso estado do Texas a zero, e fez pessoas como Jack Bauer, Capitão Nascimento e Marcelo Dourado chamarem pela mãe enquanto seguravam as próprias tripas. Reza a lenda que Chuck Norris fez tudo isso enquanto jogava tetris.
Além dos milhões de fatos a respeito do ícone, há de se registrar também que Chuck Norris é um deus benevolente, que participa de dezenas de projetos para caridade: é porta-voz da United Way e da Associação dos Veteranos de Guerra, foi vencedor de inúmeros prêmios de caráter filantrópico e é fundador da Kickstart, uma organização que trabalha nas escolas aliando artes marciais com combate às drogas. Uma pessoa admirável, embora seja republicano.
E é por essas e muitas outras que este blog deseja a Chuck Norris muitas alegrias e felicidades. Que suas ações continuem auxiliando os necessitados, que seus filmes continuem divertindo o povo, e que sua onipotência continue impedindo os meteoros de se espatifarem em nosso estimado planeta.
Ou você acha mesmo que ainda estaríamos aqui se não fosse por Chuck Norris...?segunda-feira, 8 de março de 2010
82st Academy Awards – Vencedores.
Após mais uma grande noite do Oscar, o S666P traz para você a lista completa e comentada dos vencedores da 82ª edição do prêmio mais importante do cinema mundial (devidamente acompanhada por um streaming que queria me cobrar para transmitir o evento sem uma enorme tarja no meio da tela, cortesia da Rede Globo, que – lá pelas 23hs – ainda exibia o cada vez mais dispensável Fantástico).Neste ano, a apresentação ficou por conta da dupla Steve Martin e Alec Baldwin que, salvo a paródia impagável do filme Atividade Paranormal (paródia esta que você pode ver no vídeo abaixo), não garantiu a catarse. Baldwin até que é um bom sujeito, mas sempre preferi Steve Martin sozinho como MC do Oscar (saudades do tempo em que Billy Cristal literalmente montava em Jack Nicholson e gritava “Aiô Silver”).
Além da dupla aparecer menos do que o esperado e suas gags serem razoáveis, a festa em si estava substancialmente “simplificada” em relação a edições anteriores. Os cenários grandiosos, a pirotecnia, os números de dança, e mesmo as apresentações solo das canções que concorriam ao Oscar foram limados da noite, dando lugar a uma bacana – mas singela – apresentação única de dança (com cenários mínimos) para apresentar os candidatos a Melhor Trilha Sonora Original (prêmio que o filme UP levou por sua trilha marcante e melancólica).
Falando então do que realmente interessa (os prêmios, certo?), a Academia seguiu a premissa que este blog havia sinalizado no longínquo ano de 2009, quando o Oscar guinou suas atenções para o filme independente Quem Quer Ser um Milionário?, marcando a tendência das premiações para produções mais intimistas (leia-se “mais baratas”), em detrimento de mega-produções como, por exemplo, O Curioso Caso de Benjamin Button.
- Como assim? - Você pergunta.
- Confira abaixo. - Eu respondo.
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: GUERRA AO TERROR – O roteirista Mark Boal passou por cima de monstros oscarizados como Quentin Tarantino e os Irmãos Coen para faturar a estatueta. Justo? Não sei (o roteiro de Bastardos Inglórios era meu preferido nesta categoria), mas foi um dos primeiros prêmios da noite e acabou sinalizando o que estava por vir.
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: PRECIOSA – Se existisse um prêmio para Melhor Roteiro Absurdamente Chupinhado, Avatar levaria de barbada. Como essa categoria ainda não foi inventada e o nome do prêmio é apenas “Roteiro Adaptado” (e Avatar sequer estava na lista de indicados), restou a Geoffrey Fletcher a tarefa de arrebatar o Oscar com o roteiro de Preciosa. Ainda não assisti a este filme (que também é independente), mas me disseram que a história é bem pesada (Hã? Entenderam? Hein? Hein?).
MELHORES EFEITOS VISUAIS: AVATAR – Enquanto minha namorada e eu assistíamos, eu cantava a pedra de que este era o único Oscar (ao lado, claro, dos de Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Atriz Coadjuvante) que era tiro certo, afinal, Avatar foi feito para ser um marco visual. Isso até instantes antes do anúncio, quando exibiram pedaços de Distrito 9 e Star Trek na festa e ela (minha namorada, caramba) virou pra mim dizendo “olha, não sei se é tão óbvio assim não”. Foi uma fagulha de fã que se acendeu nos meus olhos por um breve momento (afinal, adorei D9 e ST), apenas para ser apagada com a premiação de Avatar, que pode ser tão profundo quanto um pires, mas – verdade seja dita – mereceu esta estatueta.
MELHOR MIXAGEM E MELHOR EDIÇÃO DE SOM: GUERRA AO TERROR – Dois Oscars técnicos que eu tinha uma vaga esperança de que fossem para Star Trek (que tem um som muito F$#@), mas acabaram abocanhados por Guerra ao Terror. O prêmio de Melhor Edição de Som foi o primeiro a ser disputado diretamente pelos dois grandes concorrentes da noite (Avatar e Guerra ao Terror).
MELHOR CURTA-METRAGEM: THE NEW TENANTS – Não assisti a nenhum dos indicados e, como produtor de curtas, me sinto um protozoário por isso.=(
MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO: LOGORAMA – Em uma categoria na qual até Antonio Banderas (que está parecendo Saddam Hussein com aquela barba) estava concorrendo pela produção de La Dama Y la Muerte, sobrou para o interessante Logorama o prêmio de Melhor Curta de Animação. Trata-se de um trabalho onde os personagens e cenários são feitos por todos os logotipos e logomarcas famosas que você possa imaginar. A premissa já é interessante. Agora que ganhou o Oscar, é mais que obrigatório, né não?
MELHOR MAKE-UP: STAR TREK – Tá aí um prêmio que eu jamais pensei que o filme de J. J. Abrams levaria (principalmente porque a maquiagem de Nero não me convenceu), mas não vi os outros dois filmes pra saber se foi merecido ou não. Um dos momentos impagáveis da festa ficou por conta de Ben Stiller – apresentando este prêmio – vestido de Na’vi.
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: THE WEARY KIND (CORAÇÃO LOUCO) – Randy Newman (A Princesa e o Sapo) concorria com duas músicas da animação da Disney, mas o tema do filme Coração Louco (que já havia levado o Globo de Ouro) levou a melhor.
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL: UP – Já citado acima (piadinha pronta: mencionei também que essa trilha faz de UP um dos filmes mais DOWN do ano?).
MELHOR FILME ESTRANGEIRO: EL SECRETO DE SUS OJOS – Momento “me caiu os butiás do bolso”. O favoritíssimo filme alemão A Fita Branca (segundo José Wilker, o melhor filme de todos os mencionados na noite) foi passado para trás pelos hermanos. Coincidentemente, tinha assistido ao filme do diretor Juan José Campanella umas duas horas antes do início da transmissão do Oscar e minha namorada e eu tínhamos chegado a conclusão de que era um filme bem feito mas longe de ser oscarizável (leia-se boa direção, atuações ótimas, produção legal, mas roteiro morno e lugar comum). Ainda bem que não apostamos dinheiro nisso.=P
MELHOR EDIÇÃO: GUERRA AO TERROR – Mais uma que o todo-poderoso Avatar perdeu para Guerra ao Terror, que realmente tem um trabalho de edição angustiante. Como diriam lá no MDM, como é que se diz “Chupa, Avatar!” em Na’vi?
MELHOR DOCUMENTÁRIO CURTO: MUSIC BY PRUDENCE – Um prêmio considerado menor, mas que protagonizou o momento “barraco” da noite, quando o diretor Roger Ross Williams e a produtora Elinor Burkett quase se digladiaram ao vivo e à cores. O motivo? O mesmo que faz Tom Cruise demitir os diretores de seus filmes: diferenças criativas. Além de ter corrido para o palco do Oscar e ter roubado o microfone de Williams, a zangada produtora ainda acusou a mãe do diretor de ter tentado lhe dar uma rasteira com sua bengala. Chinelagem é pouco, como podemos conferir no vídeo abaixo.
MELHOR DOCUMENTÁRIO: THE COVE – Ao ganhar este prêmio, o ator e produtor Fisher Stevens mostrou que a matança de golfinhos continua na moda. Hooway!
MELHOR FIGURINO: A JOVEM RAINHA VICTÓRIA – Não assisti ao filme, mas é o terceiro Oscar da figurinista inglesa Sandy Powell (que ganhou anteriormente por O Aviador e Shakespeare Apaixonado), então está tudo em casa.
MELHOR FOTOGRAFIA: AVATAR – O único prêmio que Avatar levou de Guerra ao Terror. Também merecido.
DIREÇÃO DE ARTE: AVATAR – E aqui se fecha a senda de vitórias do épico-dança-com-lobos-pocahontas-avatar. Viu? Não doeu nada.
MELHOR ANIMAÇÃO: UP – Embora estivesse concorrendo também como Melhor Filme da noite (façanha concebida anteriormente apenas por A Bela e a Fera), UP estava predestinado a levar este Oscar de Melhor Animação (dois no total). Nada mal, Sr. Fredricksen.
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: MO’NIQUE (PRECIOSA) – Não adiantou Penélope Cruz mostrar seu rostinho bonito ou Vera Farmiga ir vestida de repolho para a festa. Além de já ter sido eleita como uma das maiores vilãs cinematográficas de todos os tempos, Mo’Nique também foi protagonista do comentário mais infeliz do "mestre" José Wilker. Confira na foto abaixo.
MELHOR ATOR COADJUVANTE: CHRISTOPH WALTZ (BASTARDOS INGLÓRIOS) – O trabalho de Waltz neste épico de Tarantino ainda vai ecoar muito nas nossas orelhas, como a atuação de Heath Ledger em Batman – Cavaleiro das Trevas o faz há dois anos. Nada mais justo.
MELHOR ATRIZ: SANDRA BULLOCK (UM SONHO POSSÍVEL) – Após ganhar o Framboesa de Ouro de Pior Atriz pela comédia Maluca Paixão (e ir receber o duvidoso prêmio), a ex-psicopata Sandra Bullock ganhou o Oscar de Melhor Atriz que, muitos dizem, foi bem merecido. Essa eu respeitei. =O
Sandra Bullock em dois momentos: acima, ao receber o Framboesa de Ouro de Pior Atriz...e abaixo, em uma premiação um pouco mais feliz.

MELHOR ATOR: JEFF BRIDGES (CORAÇÃO LOUCO) – Depois de cinco indicações sem levar nada, eis que Jeff Bridges finalmente descobre como é que é ganhar um Oscar de Melhor Ator. Neste ano, a Academia utilizou de um sistema diferenciado para anunciar os concorrentes a Melhor Ator e Atriz: cinco atores ou atrizes foram ao palco e deram um depoimento sobre cada um dos indicados. O melhor depoimento ficou por conta de Tim Robbins, dizendo que Morgan Freeman o ensinou – no último dia de filmagem de Um Sonho de Liberdade – que uma amizade verdadeira se dá quando um amigo diz para o outro “Faz um favor, me traz um cafezinho, Pete. Seu nome é Pete, certo?”
MELHOR DIRETOR: KATHRYN BIGELOW (GUERRA AO TERROR) – A atriz, cantora e bicentenária Barbra Streisand foi chamada para anunciar o Oscar de Melhor Diretor. Por pura sacanagem (ou não), os organizadores do Oscar colocaram James Cameron e Kathryn Bigelow (ex-marido e mulher e concorrentes diretos na categoria) sentados um na frente do outro. Em um momento emocionante (e divertido, afinal, ver James Cameron nessa saia justa sempre será engraçado), Bigelow fez história sendo a primeira mulher a ganhar o prêmio, que viria a ser completo após...
MELHOR FILME: GUERRA AO TERROR - ...Tom Hanks fazer um papelão ao entrar correndo no palco e dizer o nome do grande filme da noite em Warp 5. Kathryn, que mal tinha saído do palco, teve de voltar sem entender nada para receber o Oscar de Melhor Filme junto com seu produtor e o elenco do filme. Um prêmio muito merecido, mas com um final de festa decepcionante, onde discursos e despedidas foram apressados porque a organização do evento não soube administrar o tempo (já havia transcorrido quase 4 horas de festa).
Enfim, foi uma exibição de altos e baixos, com direito a momentos ótimos (Tarantino e Almodóvar entregando o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro), momentos duvidosos (Sean Penn provocando a Academia ao dizer que eles tinham algo em comum: ambos ignoram atores realmente indispensáveis por longos períodos) e momentos realmente estarrecedores (como uma linda Demi Moore entrando para anunciar o In Memorian e os produtores do vídeo terem se esquecido de incluir Farah Fawcett na homenagem).
O que importa, de verdade, é que a Academia está se inclinando para uma tendência mais do que bem-vinda de premiação, sem se importar com cifras bilionárias (Avatar) ou se tal produção não é estritamente estadunidense (Guerra ao Terror, com seus módicos 11 milhões de dólares – quase tudo sob produção francesa), e sim se há o conteúdo e o talento autoral que tanto falta para os arrasa-quarteirões.
Guerra ao Terror, Preciosa, Quem Quer Ser um Milionário?, Crash e outros muitos que anonimamente são feitos por aí, podem ser filmes pequenos em estrutura e não terem campanhas de marketing megalomaníacas, mas atestam a grandiosidade criativa da qual o cinema precisa, atestam a genialidade de histórias que precisamos ver.

quarta-feira, 3 de março de 2010
Baixinha, dentuça e porradeira.
Em uma semana regada a terremotos, Curling e uma Porto Alegre sendo virada do avesso (com tiroteio na Redenção, assassinato de ex-vice-prefeito e uma bomba que mencionei ontem), eis que um dos assuntos mais falados na internet (depois do BBB, claro) é o texto de Dioclécio Luz intitulado "Violência na Turma da Mônica", onde o mestrando em Comunicação pela UnB explaina sua preocupação ao apontar uma suposta apologia à agressividade, perpetrada por Mônica e seu coelho Sansão.
Fora algumas fotos de Mônica Mattos, essa imagem é o mais próximo dealgo violento que consegui achar digitando "Mônica violenta" no Google. É sério.
Depois de dar uma cutucada socialista bem desnecessária no início do texto (ao comparar a Maurício de Sousa Produções com a Disney, por serem ambas empresas privadas com fins lucrativos), Dioclécio discorre sobre as motivações de Mônica e sua mania de distribuir sopapos, tentando atribuir a violência da personagem à omissão de seus pais (por permitirem este comportamento, ou mesmo por alguma violência elíptica - física ou verbal - por parte deles). O que o autor do texto parece não saber (e não sabe, já que confessa que precisaria de uma pesquisa mais detalhada para abalisar o assunto) é que a Mônica não ameniza os ânimos com Cebolinha, Cascão e Cia. na conversa porque as coisas, há muito tempo, já passaram desse nível. Além disso, Mônica nunca utiliza de outra arma senão seu bichinho de pelúcia, ao contrário de Tom e Jerry, Pica-Pau, Papa-léguas e outros personagens de mídias muito mais diabólicas do que a banda desenhada, que usam de ferros de passar a machadinhas para nocaltearem seus adversários.
Além da violência, o jornalista também se atém a outros aspectos negativos dos demais personagens, taxando o medo de água do Cascão ou a fome eterna de Magali - por exemplo - de desvios de comportamento (ao passo que o problema de Mônica, segundo Dioclécio, seria um desvio de personalidade) e recriminando-os por não espelharem a realidade (o fato de Magali não engordar, por exemplo, sem levar em conta que se trata de uma obra de ficção).
Para tentar embasar o argumento de que as histórias da Turma da Mônica agregam somente informações negativas para quem as lê, o jornalista as compara com espécimes como Calvin e Mafalda (dois personagens cujas histórias são notadamente voltados ao público adulto), chamando a atenção para a falta de personalidade dos personagens de Maurício de Sousa, ao passo que os personagens de Bill Watterson e do argentino Quino são pensadores, filósofos mirins.
A cereja do chantilly vem no final do texto, quando Dioclécio aponta uma suposta idolatria nacional acerca da Turma da Mônica e compara-a com a "postura bélica americana" (os americanos têm a mania de pensarem que tudo que é deles é melhor, em geral eles estão certos). Para o mestrando, há uma condescendência por parte de imprensa e da crítica brasileira (não usou a palavra "conspiração" por detalhe) para proteger os interesses do diabólico Maurício de Sousa e suas criações (tá bom, ele não usou a palavra "diabólico", mas também foi por detalhe).
O saldo foi extremamente positivo para Dioclécio Luz (que tem mais de 120 comentários no artigo, praticamente todos xingando-o), que segue a estratégia do "falem mal, mas falem de mim" com afinco. Positivo para o povo internético interessado em quadrinhos, que teve bastante assunto nesses últimos dez dias e se predispôs a, inclusive, replicar o jornalista (a Carta Aberta ao Sr. Dioclécio Luz, um dos melhores textos-réplica desta safra, você pode ler clicando aqui) e positivo - também - para Maurício de Sousa, que segue firme e forte no conforto do lar, ganhando seu rio de dinheiro de sempre (porra, Maurício) e mantendo seus personagens na crista da onda, um lugar sempre merecido pela Turma da Mônica.
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