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sexta-feira, 26 de março de 2010

Alfabeto Nerd.

Você, jovem pai nerd, que ainda não sabe como vai ensinar o alfabeto para seu filhote (Ultra do MDM, cof, cof...), ou que ainda não sabe ler - fique tranquilo - pois SEUS PROBLEMAS ACABARAM!

O ilustrador Neil Cameron criou este excelente ALFABETO NERD, que vai (doutrinar seu filho no sagrado caminho nerd, cof, cof) transformar este desafio do aprendizado em uma divertida brincadeira. Confira abaixo:



























Para conhecer um pouco mais do trabalho de Cameron (o ilustrador, não o rei do mundo), basta clicar aqui.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Baixinha, dentuça e porradeira.

Em uma semana regada a terremotos, Curling e uma Porto Alegre sendo virada do avesso (com tiroteio na Redenção, assassinato de ex-vice-prefeito e uma bomba que mencionei ontem), eis que um dos assuntos mais falados na internet (depois do BBB, claro) é o texto de Dioclécio Luz intitulado "Violência na Turma da Mônica", onde o mestrando em Comunicação pela UnB explaina sua preocupação ao apontar uma suposta apologia à agressividade, perpetrada por Mônica e seu coelho Sansão.

Fora algumas fotos de Mônica Mattos, essa imagem é o mais próximo de
algo violento que consegui achar digitando
"Mônica violenta" no Google. É sério.


Depois de dar uma cutucada socialista bem desnecessária no início do texto (ao comparar a Maurício de Sousa Produções com a Disney, por serem ambas empresas privadas com fins lucrativos), Dioclécio discorre sobre as motivações de Mônica e sua mania de distribuir sopapos, tentando atribuir a violência da personagem à omissão de seus pais (por permitirem este comportamento, ou mesmo por alguma violência elíptica - física ou verbal - por parte deles). O que o autor do texto parece não saber (e não sabe, já que confessa que precisaria de uma pesquisa mais detalhada para abalisar o assunto) é que a Mônica não ameniza os ânimos com Cebolinha, Cascão e Cia. na conversa porque as coisas, há muito tempo, já passaram desse nível. Além disso, Mônica nunca utiliza de outra arma senão seu bichinho de pelúcia, ao contrário de Tom e Jerry, Pica-Pau, Papa-léguas e outros personagens de mídias muito mais diabólicas do que a banda desenhada, que usam de ferros de passar a machadinhas para nocaltearem seus adversários.

Uma coelhada com isso deve doer pacas, né não?

Além da violência, o jornalista também se atém a outros aspectos negativos dos demais personagens, taxando o medo de água do Cascão ou a fome eterna de Magali - por exemplo - de desvios de comportamento (ao passo que o problema de Mônica, segundo Dioclécio, seria um desvio de personalidade) e recriminando-os por não espelharem a realidade (o fato de Magali não engordar, por exemplo, sem levar em conta que se trata de uma obra de ficção).

Os desajustados: O quê???? O Cebolinha e a Mônica são da mesma altura??? #meumundocaiu

Para tentar embasar o argumento de que as histórias da Turma da Mônica agregam somente informações negativas para quem as lê, o jornalista as compara com espécimes como Calvin e Mafalda (dois personagens cujas histórias são notadamente voltados ao público adulto), chamando a atenção para a falta de personalidade dos personagens de Maurício de Sousa, ao passo que os personagens de Bill Watterson e do argentino Quino são pensadores, filósofos mirins.

Cuidado: essa turminha é um péssimo exemplo a ser seguido pelas crianças.

A cereja do chantilly vem no final do texto, quando Dioclécio aponta uma suposta idolatria nacional acerca da Turma da Mônica e compara-a com a "postura bélica americana" (os americanos têm a mania de pensarem que tudo que é deles é melhor, em geral eles estão certos). Para o mestrando, há uma condescendência por parte de imprensa e da crítica brasileira (não usou a palavra "conspiração" por detalhe) para proteger os interesses do diabólico Maurício de Sousa e suas criações (tá bom, ele não usou a palavra "diabólico", mas também foi por detalhe).

I'm singing in the rain...

O saldo foi extremamente positivo para Dioclécio Luz (que tem mais de 120 comentários no artigo, praticamente todos xingando-o), que segue a estratégia do "falem mal, mas falem de mim" com afinco. Positivo para o povo internético interessado em quadrinhos, que teve bastante assunto nesses últimos dez dias e se predispôs a, inclusive, replicar o jornalista (a Carta Aberta ao Sr. Dioclécio Luz, um dos melhores textos-réplica desta safra, você pode ler clicando aqui) e positivo - também - para Maurício de Sousa, que segue firme e forte no conforto do lar, ganhando seu rio de dinheiro de sempre (porra, Maurício) e mantendo seus personagens na crista da onda, um lugar sempre merecido pela Turma da Mônica.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

De aniver.


Praticamente um monstro sagrado da comunicação brasileira, o Sem 666 Palavras completa hoje dois anos de existência, trazendo para os poucos - mas fiéis - leitores deste blog, algum material bacana, comentários sobre cinema, notícias, histórias e uma palhinha da vida deste que vos escreve.

Mas afinal, por que diabos surgiu este blog? Bom, quem se dignar a ler os primeiros posts, verá que, inicialmente, ele surgiu como uma espécie de desabafo: lembro bem que naquela época, lá por outubro de 2007, minha vida estava uma merda em todos os sentidos.

Não vale a pena relembrar este mar turbulento, mas é fato que, à medida que as coisas foram melhorando (tanto no pessoal, quanto no profissional - ops, isso é grave: já parafraseei o Faustão duas vezes em um único texto), deixei de usar o blog como uma válvula de escape e passei a construir uma forma de me divertir e me comunicar. Resumindo, quando deixei de ser um cara sisudo, o S666P deixou de ser um blog pesado (embora ainda seja um blog pessoal).

Como bom cinéfilo e pretenso cineasta, passei a me fixar em críticas de filmes, séries, dicas de curiosidades internéticas, comentários sobre notícias, pensamentos, textos e outras coisinhas menores (que chamo carinhosamente de Conta-Gotas) que mostram um pouco do que penso e sinto sobre este mundo doido, bem como minhas preferências nos mais variados assuntos.

Desde que instalei o Google Analytics (há 1 ano), o blog registrou quase 7 mil acessos (um pouco menos que os acessos de um dia do MDM, acho =P) e, destes incautos que passam por aqui, pelo menos uns 20 acessam o S666P religiosamente (tipo todos os dias - destes, devo conhecer uns 3 pessoalmente), o que me deixa muito satisfeito.

A maior parte das origens dos clics segue sendo a busca do Google, responsável por 1/3 dos acessos: são pessoas que pesquisam os mais variados assuntos e acabam caindo aqui, de supetão. Como o S666P também é um serviço de utilidade pública, segue alguns pareceres relativos às palavras-chave mais pesquisadas:

Mensagens Sublimes -> Escrevi um único post sobre "Mensagens Sublimes em Lugares Estranhos" (que peguei de uma porta de banheiro) e foi o suficiente para mais de 200 pessoas acabarem aparecendo por aqui, procurando mensagens fofinhas ou algo para pensar. Lamento informar que este blog não é profundo e o que chega mais próximo das palavras de sabedoria que vocês procuram são os Biscoitos da Sorte que eu vivo chupinhando do pobre Confúcio. Fora isso, o site Mensagens Virtuais traz uma penca dessas frases de pára-choque de caminhão que você pode usar para parecer esperto ou profundo (ou um esperto profundo).

Prison Break -> Uma crítica a respeito do finado seriado foi o suficiente para despertar a curiosidade de quase 500 pessoas que procuravam (e procuram) toda sorte de informações sobre a história de Michael Scofield e Cia. A maior parte das dúvidas é sobre a doença de Michael (Baixa Inibição Latente) ou sobre qual foi a penitenciária que inspirou a prisão panamenha da 3ª temporada (foi inspirada no Carandiru). Embora quase ninguém faça comentários neste blog, este texto conseguiu a façanha de angariar até um xingão de um fã da série (anônimo, claro). #falemmalmasfalemdemim.=P

Defesa Chewbacca -> O post sobre a famosa defesa diz tudo. Se ainda assim não entendeu (porque não fez sentido ou algo assim), seus fusíveis de humor devem estar queimados. Procure um médico (que não goste de Friends).

Academia Phisical Center -> É impressionante, mas toda semana tem alguém chegando no blog porque procurou informações sobre a academia que eu frequentava há dois anos atrás (que citei aqui), o que me leva a crer que a mesma academia (embora muito boa) ainda não fez um site decente para direcionar o público. O mais próximo disso é um spaceblog bem ruinzinho, que não condiz em nada com a boa estrutura do lugar. Uma pena.

Máquina de Matar -> Psicopatas procuram por meios autômatos de se livrarem de outras pessoas...no meu blog, graças à crítica que fiz sobre o filme Tubarão. No próprio texto, enumerei que, embora o tubarão seja um perfeito predador, trata-se de um bicho sossegado que não quer machucar ninguém. Mas se a idéia é procurar por máquinas assassinas que figuram no cinema ou na TV, sugiro que procurem no Cine Bizarro, um blog com o que tem de melhor no universo da ficção científica de horror e outras coisinhas boas (tipo filmes trash, gore e muitas raridades). Bon apetit.

Spectral Watchmen -> Não consigo pensar em outro motivo para haver tanta procura pela Spectral se não por fotos do tipo rated 18. Sim, Malin Akerman veste um colant como ninguém, mas este blog ainda não é pornográfico, então...sugiro aos mais afoitos que procurem por material através do nome da atriz. Tá, eu sou gente fina: o filme Harold & Kumar Go to White House pode até proporcionar alguma coisa. Digita isso no Google junto com o nome da atriz e clica em imagens. O resto é com vocês.#prontofalei.

Sem Meias Palavras -> Este aqui é o campeão absoluto de visitantes desavisados: o pessoal entra aqui direto achando que vai dar de cara com o Givanildo Silveira ou com o lendário Jeremias. NÃO! Lamento informar que o nome deste blog não passa de uma armadilha cachorra do dono do mesmo para angariar visitas, e o Deus Google sabe o quanto funciona, hehe. O programa Sem Meias Palavras (exibido no Pernambuco pela TV Jornal, de Caruaru) não possui site próprio, mas suas matérias são sempre as mais acessadas no You Tube. Para conferir uma palhinha de Jeremias, a maior pérola já veiculada pelo programa, clique aqui. Para ver a versão remix (que é melhor ainda), clique aqui.

É claro que há muitas outras palavras-chave que são usadas constantemente para chegarem no S666P (algumas muito curiosas, inclusive) e eu gostaria muito de abordar todas elas, porém, por falta de tempo, me resumirei a dizer que, se estiver procurando algo que parecia estar aqui e não estava, manifeste-se, deixe um recado dizendo o que procura: duas cabeças pensam melhor que uma, e eu certamente não diria isso se não houvessem MUITAS pessoas cujas pesquisas se repetem e acabam por cair aqui.

No mais, são dois anos falando de tudo um pouco e, mesmo este pouco, sempre escrito com muito carinho. Não sei exatamente até quando este blog permanecerá ativo, ou que rumo ele pode tomar daqui há uma semana, um mês ou no ano seguinte, mas aos que seguem lendo até hoje, meus agradecimentos: um salve ao pessoal dos 51 países que perambulam por aqui, e um abraço especial aos leitores de Porto Alegre, Barcelona, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Lisboa, Porto, São Leopoldo, Belo Horizonte e Santa Cruz do Sul. Estes são os lugares onde residem os leitores assíduos (os mais especiais) e a esses uma intimação: manifestem-se, comentem, podem pintar e bordar por aqui que eu não mordo...muito.;-)

P.S: Para os já leitores e os que chegaram agora, no marcador "Sobre o Blog" vocês encontram um release do que significa cada marcador (para entender melhor onde procurar o que deseja e do que trata cada assunto).

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A Trilha do Assassino.

Faz uns dias que tenho reprisado, no meu parco tempo livre, algumas relíquias que havia visto quando era apenas um guri de Corujão, em uma época na qual eu ainda não tinha o apurado gosto para a análise cinematográfica, mas já via algo de muito especial nos clássicos da madruga.

Dessas pérolas que marcaram a minha infância (lá pelos meus 12 anos, quando não tínhamos de encarar bombas como o Inter-Cine) destacavam-se nas madrugadas os filmes do Lobo Solitário (Kozure Okami em japonês, ou Lone Wolf & Cub em inglês), expoentes brilhantes do cinema japonês, baseados na obra-prima do mangaka (criador de mangás) Kazuo Koike.

Álbum de família: Lobo Solitário e Filhote.

Estes filmes, datados dos primeiros anos da década de 70, combinavam a engenhosa história dos gekigás (dos quais virei fã graças aos filmes) com o estilo belo e visceral do diretor Kenji Misumi (diretor de 4 dos 6 filmes), que usava e abusava de belas paisagens e violência extrema, aliados à coreografias e duelos marcantes.

A história gira em torno de Itto Ogami – um membro do alto escalão do Shogunato – e Daigoro, seu filho único de 3 anos, ambos jogados à marginalidade após Itto ter sido acusado injustamente de tramar contra o Shogun, em um ardil arquitetado por um clã rival que almejava o posto ocupado pelo samurai. Com a esposa assassinada e o nome do clã Ogami jogado na lama, Itto e seu filho são obrigados a perambular errantes pelo Japão.

Até aí, seria a velha história do homem inocente que se vê vítima de um complô, vista em tantos outros filmes. Porém, estamos falando do Japão Feudal em pleno declínio, e de um homem que passa longe de ser comum, ou mesmo de ser uma pacata “vítima”: Itto Ogami era o Kaishakunin (o executor oficial do Shogun, único autorizado pelo próprio a executar os senhores feudais que saíam da linha), e como tal, é um especialista na arte da espada, da luta e da estratégia. Como matar é a única coisa que sabe fazer, Ogami decide vender seus serviços através de assassinatos encomendados. Surge a lenda do Lobo Solitário e Filhote.

Com a competência de roteiro do próprio Koike, a saga de Itto é apresentada exatamente como nas HQs. Com tendências claras ao faroeste (fazendo o caminho inverso do conterrâneo Akira Kurosawa, que foi plagiado por John Sturges em Sete Homens e um Destino), os diretores não poupam o espectador de nada, uma vez que a engenhosidade com a qual o Lobo Solitário executa suas mortes, e a violência com a qual se defende dos oponentes são assinaladas com cenas fortíssimas de mutilações, desmembramentos, decapitações e sangue jorrando pra todo lado, em um espetáculo de horror que poderia muito bem ser confundido com o gore e o trash, SE fosse algo desnecessário, ou mesmo mal feito. A verdade é que não há melhor forma de ilustrar a selvageria dos personagens e das situações apresentadas, senão pintando a tela de vermelho (podemos ver uma homenagem contemporânea ao estilo em Kill Bill - Vol. 1, na cena em que A Noiva enfrenta os 88 Malucos).

Ketchup!

Há de se perceber que, embora a trama, a direção, as coreografias e a p
rodução de época fossem muito competentes, são justamente os protagonistas quem fazem de Lone Wolf & Cub espécimes tão especiais. Como um samurai decadente (mais precisamente um ronin), Itto Ogami abraça a trilha do assassino com severidade e um código de honra bizarro: se em um momento aparece para salvar o dia e a vida de alguém, no outro não se importa em observar uma mãe e sua filha sendo mortas por mercenários, mesmo podendo fazer algo para impedir. Para aceitar um trabalho, as únicas exigências do Lobo Solitário são 500 Ryos e uma história: o contratador precisa contar na íntegra o motivo pelo qual precisa matar o alvo, não importando se esta vítima for um líder de Clã, a reencarnação do Buda, ou mesmo uma família inteira.

Itto Ogami: se ele te olhar assim, comece a rezar...

Uma vez contratado, Ogami não mede esforços para concluir seu objetivo (não importando o quão difícil possa ser), demonstrando uma motivação titânica que é superada apenas por seu instinto de sobrevivência (mesmo sendo um espadachim inigualável, Itto n
ão titubeia em usar seu filho como escudo apenas para contar com a piedade de seu rival e usar desta fraqueza para definir a luta), e sua inteligência para sair de situações impossíveis (como lutar com o filho pendurado nas costas contra um samurai que tem o sol se pondo atrás de si). Por sua vez, Daigoro (muito bem representado pelo piá Akihiro Tomikawa, o qual hoje deve ser um quarentão) mostra-se um menino calado, de bom coração e absolutamente sem medo, que poderia passar despercebido pela trama, se não fosse pela sua gradual constituição em um futuro grande guerreiro, pelo seu carrinho de bebê (acreditem, eu teria de escrever um texto inteiro só pra falar desse engenhoso...meio de transporte) e por sua principal função, que é a de fazer o contraponto com o pai, mantendo Itto dentro de uma realidade mais humana, onde o Lobo Solitário não age sozinho: por mais que o assassino seja capaz de deixar seu filho ser açoitado para mostrar um ponto de vista, precisa zelar pelo Filhote.

Filhote do Lobo: o pequeno Daigoro.

Paradoxalmente, embora coloque a vida de Daigoro em risco eventualmente, sua preocupação e amor pelo filho são algo quase tangíveis, graças a atuação espetacular de Tomisaburo Wakayama, que mesmo sendo muito diferente fisicamente de sua versão no gekigá, simplesmente se transforma no Lobo Solitário, de tal forma que é impossível imaginar outro ator no papel depois de ver esses filmes (digo isto pela fato do personagem ter ganhado dois seriados anos mais tarde, mas sem contar com Wakayama no papel-título), ou mesmo não simpatizar com Itto Ogami, mesmo que ele cometa algumas atrocidades no decorrer das projeções.

Versão do gekigá: desenho de Goseki Kojima.

O terceiro personagem marcante é o próprio Japão. Lembro que – mesmo quando era moleque – já me fascinava o modo como o Japão Feudal, palco de uma cultura milenar cuja base era a honra e o respeito de castas, era retratado com malícia e desalento, um país decadente, onde os poderes concedidos aos clãs e aos órgãos públicos daquela época já eram notadamente deturpados; onde a honra era tão figurativa e extinta quanto os poucos samurais que perambulavam no final daquela era: Daimyos se negavam a comet
er o Sepukku (ritual de suicídio para recuperação da honra), alguns samurais usavam armas de fogo (deixando a tradição da lâmina de lado por influência ocidental), roubos, estupros e outras atrocidades aconteciam pelas estradas, articulações políticas eram feitas por debaixo dos panos (isso não mudou tanto assim com o passar do tempo, né?) e a vida de alguém valia apenas o som de uma espada cortando ar e carne.

Bem-vindo ao mundo do Lobo Solitário.


***

Dica de filme:

1 - Lone Wolf and Cub: Sword of Vengeance
Diretor: Kenji Misumi
Elenco: Tomisaburo Wakayama (Itto Ogami), Akihiro Tomikawa (Daigoro), Tokio Oki (Retsudo Yagyü)
Duração: 83 minutos
Gênero: Ação
Ano: 1972

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2 - Lone Wolf and Cub: Baby Cart at the River Styx
Diretor: Kenji Misumi
Elenco: Tomisaburo Wakayama (Itto Ogami), Akihiro Tomikawa (Daigoro), Kayo Matsuo (Sayaka Yagyü)
Duração: 81 minutos
Gênero: Ação
Ano: 1972

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3 - Lone Wolf and Cub: Baby Cart to Hades
Diretor: Kenji Misumi
Elenco: Tomisaburo Wakayama (Itto Ogami), Akihiro Tomikawa (Daigoro), Go Kato (Kanbei)
Duração: 89 minutos
Gênero: Ação
Ano: 1972

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4 - Lone Wolf and Cub: Baby Cart in Peril
Diretor: Buichi Saito
Elenco: Tomisaburo Wakayama (Itto Ogami), Akihiro Tomikawa (Daigoro), Tatsuo Endo (Retsudo Yagyü)
Duração: 81 minutos
Gênero: Ação
Ano: 1972

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5 - Lone Wolf and Cub: Baby Cart in the Land of Demons
Diretor: Kenji Misumi
Elenco: Tomisaburo Wakayama (Itto Ogami), Akihiro Tomikawa (Daigoro), Minoru Ohki (Retsudo Yagyü)
Duração: 89 minutos
Gênero: Ação
Ano: 1973

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6 - Lone Wolf and Cub: White Heaven in Hell
Diretor: Yoshiyuki Kuroda
Elenco: Tomisaburo Wakayama (Itto Ogami), Akihiro Tomikawa (Daigoro), TMinoru Ohki (Retsudo Yagyü)
Duração: 83 minutos
Gênero: Ação
Ano: 1974

Desaconselhável para pessoas de estômago fraco e gosto limitado.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

What is this?

Todo mundo que já assistiu a 300 concorda que, embora o filme seja recheado de violentíssimas batalhas e efeitos, a cena mais emblemática do longa é aquela na qual o rei Leônidas resolve que vai encarar o vasto exército persa e sela esta intenção com uma bela pedalada no peito do desafortunado mensageiro (que você pode conferir abaixo).



O que Frank Miller (criador da HQ que deu origem ao filme) não sabia é que este quadrinho em particular ia se tornar um marco dos memes na internet, dando vazão para uma enxurrada de bobagens (algumas já passadinhas, mas memoráveis, as quais trago para o nobre leitor deste blog).

Madness?

=P

Bem que eu sempre achei que pinguins não batiam bem da cabeça mesmo...

Esse é um dos meus preferidos.

Sempre tem um super-herói (neste caso DOIS) pra bater uma foto dessas.

É claro que tem milhares de outras montagens e vídeos que também respondem à pergunta que não quer calar. Anote aí: "THIS IS SPARTAAAAAAAAAAAAA!!!!!" é o tipo de resposta que pode ser usada em qualquer situação...

...mas tem que ser respondida aos gritos, senão não está valendo.=P

Pra encerrar, segue abaixo a melhor vídeo-montagem do espartano gritão. Enjoy.