segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Balanço...

Não sei se o ano que passou foi tão bom porque 2007 foi um desastre, ou se foi algo relacionado a posição dos planetas (já que meu inferno astral sumiu de março pra cá). Bem, não vou ficar tentando procurar teorias. Apenas comemoro o fim de um ano incrível para mim. Se no início de 2008 eu não queria por nada fazer um balanço do ano anterior, desta vez o faço com o gosto de quem conseguiu mudar algumas coisas na vida, e pra melhor.

Foi um ano de cautela e preparação para a Arquivo Morto. Com o término das filmagens de Os Batedores em maio, era hora da tão aguardada pós-produção: edição, efeitos, trilha, sonorização e a cópia-zero, que deve chegar agora em fevereiro. O que dizer do que vi até aqui? O Diretor/Editor Filipe Ferreira conseguiu agilizar a narrativa de tal forma que fico pasmo que tenha conseguido em apenas 20 minutos de tela (quando terminei de escrever o roteiro, jurei que era material pra 30 minutos ou até mais). Temos um material veloz (sem ser videoclíptico), engraçado (sem ser forçado) e muito, mas muito bem feito. Rendo os devidos créditos à equipe, que se puxou na produção e na arte. As atuações estão fora da casa e, com certeza, surpreenderão. Nós da AM não fizemos mais nada da vida neste ano, mas valeu a pena: 2009 será o ano para colher os frutos de Os Batedores.

Foi um ano de mudanças no meu lado profissional. Comecei trabalhando em uma empresa de sistemas de segurança onde eu me estressava até nos sonhos e terminei trabalhando em uma velha e conhecida parceira da AM. A grana é melhor, o stress é menor e tenho tempo para tocar meus projetos e estudos enquanto trabalho. Parece estranho, mas é exatamente isso: o que faço hoje me possibilita agir paralelamente sem comprometer minhas funções. Este texto, digitado no meu horário de trabalho, é prova cabal disso.

Foi um ano de trabalho para minhas aspirações literárias. Voltei a labutar em alguns projetos e roteiros (aguaaaaaaardem), bem como iniciei a saga O Futuro é Agora aqui no blog (reinventando o clima futuro-apocalíptico-noir-com-tempero-brazuca dos escritos de Tudo é Passado, do extinto G6). É possível que eu a termine na semana que vem. Quanto ao Sem 666 Palavras, ele continua servindo para desopilar o fígado e informar, ponderar e distrair. Desde que instalei o Google Analytics (em outubro de 2008), computei visitas do Japão à Republica Dominicana, da Turquia à Shenzen, na China. É claro que esses desafortunados caíram aqui sem querer, mas há também informes de que tem umas 15 cabeças que seguem esses escritos religiosamente, e para esses, vai o meu abraço (desculpem crianças, não posso mandar um "beijo do gordo", pois não sou gordo).

Foi um ano de descobertas culinárias. Comecei a me interessar pela arte em novembro e venho aprontando todas na cozinha (com uma professora pra lá de especial). Minha primeira engenhosidade foi um Strogonoff Indiano (se é pra começar, começo chutando alto, né)...e foi um sucesso. Minha mãe vai ter um piripaque quando eu chegar em Tubarão mandando ver.

Foi um ano de buscas intensas atrás de uma moradia decente. Comecei 2008 alugando um quarto-caixa-de-fósforo em um apê deprê e passei por mais três moradas, até engrenar neste lugar onde estou hoje: um quarto em um apê muito bacana e super bem localizado, que comporta todo o conforto do qual preciso e tem ALTO ASTRAL (tipo, finalmente moro em um lugar onde me sinto bem em descansar), isso é primordial.

Foi um ano intenso nas minhas relações pessoais. Meus filhos vêm crescendo cada vez mais fofos, espertos e loucos por mim. Melhorei minha relação com meu pai (até cerveja em um bar a gente tomou juntos, veja só). Alguns amigos se distanciaram e outros tornaram-se verdadeiros faróis nas noites escuras (que neste ano foram muito poucas). Renovei laços com velhos comparsas. Reforcei a amizade do meu melhor amigo como nunca. E em uma noite fria de junho, conheci uma pessoa...e descobri o amor.

E nada melhor do que findar este ano tão incrível que foi 2008 na companhia desta mulher tão especial. Nada de fogos, nem badalações, nem exageros. Apenas um hotel retirado em Tapes/RS, em uma pequena praia deslumbrante da Lagoa dos Patos (o último recanto de praia realmente limpa do Estado), com água até onde sua vista alcança. Na virada: frutas, uma garrafa de Moscatel, duas taças e nós dois, em uma tendinha árabe só nossa. Não precisávamos de mais nada. Estava tudo ali, e foi perfeito.

Se 2008 foi tão especial, então ao menos posso dizer que 2009 começou mágico. Como todo mundo, faço votos para que continue sendo tão bom quanto esses dias de renovação, e fico na torcida para que esses tempos, que já são maravilhosos, fiquem ainda melhores...

3 comentários:

Aline C. disse...

Cara, este negócio de blog é muito curioso. Eu escrevo umas palavrinhas (mal escritas, por sinal) e surgem visitantes dos lugares mais inacreditáveis. Meus maiores seguidores estão na Indonésia...huahuahua
Estou adorando tudo isso e, até, já penso em buscar algum aperfeiçoamento nesta área.
Quanto ao 2008, eu fui gerada novamente em julho. Mas, meu renascimento deve ocorrer antes dos nove meses - assim que as pernas estiverem prontas para caminhar por aí. Então, acho que 2009 promete!
Feliz Ano-Novo prá ti!
Bju

Kel disse...

Nao sei se contigo acontece o mesmo, mas toda vez que leio, ou escuto ou mesmo sinto que uma pessoa que mora no meu coraçao está feliz, eu fico muito mais feliz. Por ela e por mim. Assim estou agora, imaginando a cena da tua virada, com essa pessoa tao especial. Que 2009 seja glorioso para ti, para Os Batedores e para o amor. E qq coisa, já sabe onde me encontrar...
Beijos, meu rei!

Édnei Pedroso disse...

2009 promete, ladies. Podem esperar.

=*=*=*